O Elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou esta tarde, causando um violento acidente que causou pelo menos 15 mortos, segundo um ponto da situação feito pelo INEM aos jornalistas ao início da noite. O embate provocou ainda 23 feridos (incluindo uma criança), segundo dados da Polícia Judiciária atualizados perto das 00h030, que estão a ser assistidos nos hospitais da Amadora, São Francisco Xavier, Santa Maria e São José.
Já não há pessoas dentro do elevador que sofreu esta tarde o acidente, mas ainda permanece montado um período de segurança para retirar os escombros, que se vai manter durante a madrugada.
Ainda não há informações sobre a nacionalidade das vítimas deste acidente, mas o INEM referiu, no entanto, em declarações aos jornalistas, que há portugueses entre as vítimas. Além disso, já foi identificada a primeira vítima mortal: trata-se do guarda-freio, identificado como André Marques.
Segundo avança fonte do Regimento dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, o acidente foi causado por “um cabo que se soltou” na estrutura da composição do ascensor, tendo perdido o controlo e embatido contra a parede de um edifício. O alerta foi dado às 18h04.
O Presidente da República foi o primeiro a reagir, lamentando “profundamente” o acidente com o elevador da Glória, em Lisboa, e “em particular as vítimas mortais e os feridos graves, bem como os vários feridos ligeiros” — confirmando, então, a existência de mortos no acidente. Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda esperar que “a ocorrência seja rapidamente esclarecida pelas entidades competentes”.
O Governo decretou um dia de luto nacional, que será cumprido na quinta-feira, na sequência do acidente do elevador da Glória, enquanto Carlos Moedas decretou três dias. “A cidade de Lisboa está de luto”, disse aos jornalistas. Políticos e partidos cancelaram agendas públicas. Líderes mundiais também reagiram ao acidente, mostrando o seu pesar.
A operar desde 1885, o Elevador da Glória é um dos ascensores mais antigos em funcionamento em Lisboa, fazendo a viagem pela Calçada da Glória, desde a Praça dos Restauradores ao Miradouro de São Pedro de Alcântara. Esteve em manutenção entre 26 de agosto e 30 de setembro do ano passado. A Carris assegura que foram “realizados e respeitados todos os protocolos de manutenção”. Está, porém, em curso um inquérito para apurar se se tratou de um problema de manutenção. O Ministério Público, através do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, vai abrir um inquérito ao acidente. Também a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes adiantou que vai realizar uma ação de supervisão ao descarrilamento e divulgará os resultados “com a maior celeridade possível”.