Menos de uma semana depois de ter sido anunciada uma equipa de missão para repensar o funcionamento do Elevador da Glória, já foi concluída a primeira reunião — mas que não teve a presença dos cinco especialistas. No encontro participaram apenas o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e os responsáveis pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Ordem dos Engenheiros, Instituto Superior Técnico (IST) e, também, Carris, apurou o Observador junto da Câmara Municipal. Decidido ficou, para já, que o grupo vai certificar outros três equipamentos da capital: os elevadores da Bica, do Lavra e de Santa Justa.

A “reunião técnica”, presidida pelo presidente da autarquia, contou então com a participação da presidente do LNEC, Laura Caldeira, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, o presidente do Instituto Superior Técnico (IST), Rogério Colaço, e o presidente do Conselho de Administração da Carris, Pedro Bogas. Na semana passada, quando anunciou os nomes que fariam parte da chamada “equipa de missão”, a Câmara de Lisboa referiu ainda que já esta semana, haveria uma primeira “reunião entre todos os elementos deste Grupo de Missão e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa”.

No encontro desta quarta-feira, acabaram por participar apenas os responsáveis pelas várias instituições. E, adianta a mesma fonte da autarquia ao Observador, “para além de um novo sistema e tecnologia para o futuro do Elevador da Glória, foi também alargado o pedido para uma validação/certificação de todos os outros equipamentos semelhantes por parte destas entidades”, nomeadamente, o Elevador de Santa Justa, e os funiculares da Bica, da Lavra e da Graça. Na sequência do acidente com o Elevador da Glória, Carlos Moedas deu instruções para que fosse interrompida de imediato a circulação de equipamentos semelhantes.

Neste encontro ficou agendada uma nova reunião de trabalho que já contará com os cinco responsáveis técnicos designados pela Câmara Municipal de Lisboa para estudar “novas soluções” para o funicular que descarrilou em Lisboa e fez 16 vítimas mortais. Ao Observador, a Câmara Municipal não definiu quando será a próxima reunião, que acontecerá “até ao final da próxima semana”.

O grupo  é composto por dois elementos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, dois elementos da Ordem dos Engenheiros e um elemento do Instituto Superior Técnico.

O grupo responsável por repensar o sistema centenário conta com especialistas de várias áreas: da parte do LNEC estarão presentes o engenheiro civil Luís Oliveira, diretor do Departamento de Estruturas, e o engenheiro mecânico João Viegas, Diretor do Centro de Instrumentação Científica e Tecnologias de Informação. A Ordem dos Engenheiros será representada pelo presidente do Colégio de Engenharia e Qualidade, Ricardo da Cunha Reis, e Manuel Tender, coordenador do grupo de Segurança no Trabalho. Por último, o Instituto Superior Técnico contará com Jorge Ambrósio, professor catedrático especialista em Mecânica Estrutural e Computacional.