Nos primeiros oito meses e meio de 2025 nasceram 57 bebés em ambulâncias, de acordo com dados avançados pelos bombeiros ao Diário de Notícias. Um número de nascimentos em ambulâncias que é já superior ao registado em todo o ano passado (50).

O mais recente nascimento na estrada registou-se na madrugada de segunda-feira, quando os Bombeiros de Santarém realizaram um parto, no momento em que se dirigiam para o hospital de Santarém. Este foi o segundo parto realizado por esta corporação de bombeiros em setembro e o 11.º parto realizado em 2025.

De acordo com um balanço feito pelo Expresso, nos primeiros oito meses de 2024 tinham-se registado 42 nascimentos em ambulâncias, ao passo que nos primeiros sete meses de 2025, foram 46. Isto significa que, ao longo do mês de agosto e nas duas primeiras semanas de setembro deste ano, realizaram-se mais 11 partos em ambulâncias.

As corporações de bombeiros Margem Sul do Tejo estão entre as que têm sido mais confrontadas com situações deste género. No passado fim de semana, todos os Serviços de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia na Margem Sul estiveram encerradas por falta de profissionais. A ministra da Saúde está esta quarta-feira a ser ouvida na Comissão Parlamentar da Saúde sobre as cirurgias adicionais no Serviço de Dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, o INEM e os constrangimentos nas urgências de Obstetrícias e Ginecologia.

Este ano, duas grávidas perderam os filhos enquanto estavam a ser transportadas de urgência por ambulâncias de bombeiros da região da Área Metropolitana de Lisboa. O diretor executivo do SNS Álvaro Almeida afirmou que não foi, até agora, apurada qualquer relação entre a morte destes bebés e o facto de as mães não terem tido vaga para internamento em unidades de saúde da Margem Sul. Em ambos os casos, as grávidas tiveram de ser transportadas para o Hospital de Cascais.