A Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) arquivou o processo de inquérito relativo às cirurgias registadas em nome da dermatologista Rita Travassos no Hospital de Santa Maria, realizadas quando a médica se encontrava fora do país, avançou a CNN e confirmou o Observador junto da IGAS.
A IGAS concluiu que não foram detetadas irregularidades, uma vez que a médica tinha autorização do hospital, para que, no dia em que foram realizadas as cirurgias, estar em Itália, numa ação de formação, adiantou ao Observador o presidente da IGAS, Carlos Carapeto.
Assim, e uma vez que o hospital estava informado da ausência justificada, concluiu-se que “não existiu conduta fraudulenta” na atuação da especialista. Para além disso, as cirurgias em causa (que acabaram por ser realizados por médicos internos do serviço de Dermatologia) não eram cirurgias adicionais, ou seja, a médica não recebeu qualquer pagamento extra pelas mesmas — uma vez que foram realizadas num dia útil, a 14 de maio, e durante o dia.
A IGAS está a ainda a trabalhar no processo de inquérito relativo ao dermatologista Miguel Alpalhão (que ganhou 400 mil euros em dez dias) e que deve estar concluído nas próximas três semanas.