O PAN Açores pediu esta segunda-feira o reforço da segurança nos trilhos pedestres e defendeu um regime sancionatório para visitantes que circulem em zonas não homologadas ou temporariamente encerradas, além do pagamento de taxas nos salvamentos em locais não aprovados.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a representação parlamentar do PAN Açores referiu que entregou no parlamento regional “uma iniciativa legislativa que visa reforçar a segurança nos trilhos pedestres da região, em resposta ao crescimento expressivo do turismo nos últimos anos e aos impactes ambientais que dele decorrem”.
A posição do PAN Açores surge na sequência do “crescente número de incidentes ocorridos durante a prática de atividades turísticas em meio natural, especialmente em percursos pedestres”.
O partido considera “fundamental a implementação de medidas com vista a mitigar riscos e reforçar a segurança dos pedestres”.
A proposta “sublinha a necessidade urgente de implementar medidas que promovam a sustentabilidade, com especial enfoque na proteção da biodiversidade, considerando a importância da natureza enquanto recurso de excelência e elemento central da oferta turística açoriana, que assume um papel estratégico na valorização do arquipélago, sustentando uma experiência ancorada na fruição e prática de atividades diretamente ligadas aos recursos naturais, como os trilhos pedestres, a par da salvaguarda da qualidade de vida da população local”.
O parlamentar único do PAN açoriano, Pedro Neves, defende a criação de “um regime sancionatório para quem infrinja as normas de circulação em trilhos não homologados ou temporariamente encerrados”.
O PAN Açores propõe igualmente o reforço do número de vigilantes da natureza nos principais pontos turísticos e trilhos oficiais, bem como a realização de campanhas de sensibilização nos aeroportos, aerogares e portos da região, “com o objetivo de informar e alertar os visitantes sobre as restrições em vigor e as consequências do seu incumprimento”.
A iniciativa prevê ainda a “aplicação de taxas de ativação às operações de salvamento e resgate que ocorram fora dos trilhos homologados, incluindo a cobrança dos custos associados à ativação de meios aéreos, como forma de responsabilizar os infratores e desincentivar comportamentos que coloquem em risco a sua integridade física”.
“O crescimento do turismo exige uma resposta firme e responsável face aos desafios que coloca à conservação dos nossos ecossistemas e à segurança de quem nos visita”, refere Pedro Neves citado na nota.
Para o porta-voz e deputado regional do PAN, “é imperativo que a valorização do património natural não se faça à custa da sua degradação”, exigindo, por isso, “uma gestão responsável e preventiva”.