O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou esta terça-feira que houve cedências das duas partes na negociação da lei de estrangeiros e considerou que há agora uma “porta aberta” para o diálogo com o Governo.

“Houve cedências da nossa parte, houve cedências da parte do Governo, houve propostas nossas aprovadas nesta nova lei e isso para nós é fundamental. Nós não voltamos para trás com aquilo que queremos, nós estamos sempre na linha da frente e é isso que conseguimos hoje”, afirmou.

Pedro Pinto falava aos jornalistas em Sintra, antes de acompanhar a candidata do Chega a este município do distrito de Lisboa, Rita Matias, numa arruada em Colares.

O líder parlamentar do Chega defendeu que ter chegado a acordo com o PSD e com o Governo para a aprovação da lei de estrangeiros constituiu “uma vitória, não para o Chega, mas para o povo português”, e salientou a aprovação de três propostas de alteração do seu partido.

Questionado se a retirada da proposta para que apenas os imigrantes com pelo menos cinco anos de descontos pudessem aceder a apoios sociais constitui um recuo, Pedro Pinto não respondeu diretamente, destacando a abertura do Governo para continuar o diálogo.

“Houve exigências nossas que não foram acedidas pelo Governo, mas houve uma porta aberta para continuarmos o trabalho e para continuarmos a conversar, e isso para nós é fundamental. O Governo não fechou a porta, o próprio ministro que esteve hoje presente no debate não fechou a porta, sabe aquilo que nós conversámos, deixámos uma porta aberta, há uma porta aberta para continuarmos a conversar no futuro”, indicou.

O deputado disse também que esta “é uma questão que pode ser legislada à parte”, como já tinha admitido o líder do partido na segunda-feira à noite.

“O importante disto é a porta aberta que se criou entre o Chega e o Governo, isso para nós é o mais importante”, assinalou o dirigente.

Questionado se essa aproximação se estende às negociações para o Orçamento do Estado, Pedro Pinto referiu que são assuntos distintos e disse que é preciso conhecer o documento primeiro, o que acontecerá na próxima semana.

“Vamos aguardar, cada coisa no seu ponto. Vamos ver. O PSD tem feito os orçamentos um bocadinho com o Partido Socialista, eu espero que tenha aprendido alguma coisa com as últimas eleições e com os últimos resultados que temos tido”, defendeu.