Foi uma derrota que foi muito mais do que uma derrota. Pela primeira vez na atual temporada, o Liverpool conheceu outro resultado que não a vitória e perdeu — e perdeu com um golo já tarde, bem dentro do período de descontos, numa espécie de destino retorcido que fez com que a equipa de Arne Slot provasse do veneno que tantas vezes tem dado de beber aos adversários.
Contra o Crystal Palace, o Liverpool percebeu que não é invencível. Depois de cinco vitórias na Premier League, outra na Taça da Liga e ainda uma sétima na Liga dos Campeões contra o Atl. Madrid, os reds caíram — e agora tinham como principal responsabilidade contrariar a ideia de que uma única derrota poderia ajudar a esfumar a sensação de temporada de sucesso que já se vivia em Anfield. Uma responsabilidade que começava já esta terça-feira e na Turquia, contra o Galatasaray, na segunda jornada da Lida dos Campeões.
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“Independentemente de ganharmos ou perdermos, acho que temos de sempre de fazer aquilo que nos é exigido se quisermos competir por troféus ou até se queremos vestir a camisola do Liverpool. E isso é dar tudo o que temos e combinar isso com o melhor futebol que pudermos jogar. No jogo com o Crystal Palace criámos mais oportunidades do que nos últimos três jogos contra eles, mas também concedemos três vezes mais oportunidades. Por isso, claro que podemos melhorar em algumas coisas. E queremos mostrar essas melhorias já neste jogo”, explicou Arne Slot na antevisão da partida.
Assim, esta terça-feira e no Complexo Esportivo Ali Sami Yen de Istambul, o treinador neerlandês apostava em Hugo Ekitike como referência ofensiva, apoiado por Gakpo, Florian Wirtz e Szoboszlai, deixando Alexander Isak, Mac Allister e também Salah no banco de suplentes. Já Okan Buruk, que na primeira jornada da Liga dos Campeões viu o Galatasaray ser goleado pelo Eintracht Frankfurt na Alemanha, lançava Osimhen no ataque e tinha ainda Gündoğan e Lucas Torreira no onze inicial, sendo que Mauro Icardi e Leroy Sané eram ambos suplentes.
Depois de uma homenagem do clube turco a Diogo Jota antes do apito inicial, o jogo arrancou com uma oportunidade para cada lado: Konaté cabeceou ao lado na sequência de um canto (2′), Baris Yilmaz rematou já dentro da grande área para defesa de Alisson (2′). Ainda assim, não foi preciso esperar muito para assistir a um maior domínio do Liverpool, que coordenava os tempos e as dinâmicas do encontro e ia construindo os principais ataques, com Ekitike a ficar perto de marcar com um cabeceamento que também passou ao lado (8′).
Classy touch from Galatasaray. Diogo Jota on the big screen inside Rams Park and applause around the ground. pic.twitter.com/30jy3GBFEm
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Osimhen a liderar o Galatasaray ????
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À passagem do quarto de hora inicial, porém, o Galatasaray chegou à vantagem. Szoboszlai fez falta sobre Baris Yilmaz no interior da grande área dos reds e Osimhen, na conversão da grande penalidade, não falhou (16′). A equipa de Arne Slot procurou reagir, com Wirtz a forçar Uğurcan Çakır a uma defesa atenta (32′) e Konaté a cabecear novamente ao lado (33′), mas depressa se percebeu que os turcos iriam asfixiar todos os caminhos que pudessem rumar à baliza e procurar ferir novamente o adversário na transição rápida. Ao intervalo, o Galatasaray estava a vencer o Liverpool em Istambul.
Nenhum dos treinadores fez alterações ao intervalo e Ekitike protagonizou a primeira ocasião da segunda parte com um remate que Çakır parou (49′). Ainda assim, a lógica do primeiro tempo mantinha-se: o Liverpool tinha mais bola, estava quase sempre inserido no meio-contrário a tentar encontrar espaços no último terço, mas o Galatasaray assustava sempre que se aproximava da baliza de Alisson. Pelo meio, os reds demonstravam uma falta de inspiração clara no setor ofensivo, algo que já tinha ficado patente no fim de semana contra o Crystal Palace.
São 7 dentro da pequena área. O Galatasaray não vai dar vida fácil ao Liverpool ????#DAZNChampions pic.twitter.com/RRcypQLjcc
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Arne Slot teve uma nova contrariedade já perto da hora de jogo, quando Alisson se lesionou numa saída e teve de ser substituído por Mamardashvili na baliza, e os ingleses jogavam nesta altura como se a bola fosse uma autêntica batata quente. O treinador neerlandês lançou três armas pouco depois, apostando em Salah, Isak e Conor Bradley, e não demorou até trocar um esgotado Ekitike por Mac Allister.
A esperança dos reds ainda se inflamou na ponta final, quando o árbitro da partida assinalou grande penalidade na área turca depois de uma alegada falta de Davinson Sánchez sobre Konaté, mas a decisão foi revertida após análise do VAR e já nada mudou. O Liverpool perdeu com o Galatasaray em Istambul, escorregou na segunda jornada da Liga dos Campeões e somou a segunda derrota consecutiva, algo que só tinha acontecido uma vez desde que Arne Slot assumiu o comando técnico da equipa.
Nos outros jogos da noite, já depois de o Real Madrid ter goleado o Kairat Almaty (0-5) e de a Atalanta ter vencido o Club Brugge em Bérgamo (2-1), o Marselha goleou o Ajax em França (4-0), o Inter Milão derrotou o Slavia Praga em Itália (3-0), o Bayern Munique anulou o Pafos no Chipre com direito a um golo de Raphael Guerreiro (1-5), o Atl. Madrid continuou o bom momento e bateu o Eintracht Frankfurt em Espanha (5-1) e, finalmente, Bodø/Glimt e Tottenham empataram na Noruega (2-2).
Defeat in Istanbul. #UCL pic.twitter.com/0fANZU8DLV
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