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Izz al-Din al-Haddad, figura de relevo na estrutura do Hamas, disse à BBC que o grupo terrorista deverá rejeitar a proposta de Donald Trump para um plano de paz em Gaza, alegando que este “serve os interesses de Israel” e “ignora os do povo palestiniano”.

O líder do Hamas — conhecido nos corredores dos serviços secretos israelitas como “o fantasma” — disse que é improvável que o grupo concorde com o desarmamento e a entrega de armas, uma condição-chave no plano do Presidente dos Estados Unidos da América. De resto, a libertação de reféns e o desarmamento são duas prioridades conhecidas de Israel para o acordo de paz.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que aceitou o plano de Trump numa reunião na Casa Branca esta segunda-feira, mas o Hamas ainda não deu uma resposta oficial. Trump exige que uma resposta seja dada nos próximos dias.

As conversações do Hamas, que devem durar alguns dias, incluem outras fações palestinianas, nota a BBC. O grupo armado palestiniano Palestinian Islamic Jihad (PIJ), que participou no ataque de 7 de outubro, rejeitou o plano esta terça-feira.

Desde que concordou com o plano esta segunda-feira, Netanyahu publicou na rede social X um vídeo em que insiste que o exército israelita poderá permanecer em algumas partes de Gaza e que Israel iria “resistir à força” a um estado palestiniano, o que vai contra os termos propostos no plano de Trump, que implica uma retirada total das forças armadas israelitas. O plano também indica que, uma vez completado, haverá um “caminho possível para um Estado palestiniano auto-determinado”.