A candidata do único movimento independente à Câmara de Évora nas eleições autárquicas, Florbela Fernandes, elegeu estas quarta-feira como áreas prioritárias para o município a reorganização interna dos serviços, limpeza e higiene pública, habitação e desenvolvimento económico.

“Estamos a candidatar-nos para um mandato de quatro anos e temos de ter os alicerces para fazer a mudança e promover o desenvolvimento que o concelho precisa”, afirmou à agência Lusa Florbela Fernandes, do Movimento Cuidar de Évora (MCE).

Segundo a cabeça de lista do MCE nas autárquicas do próximo dia 12, um dos pilares do seu programa eleitoral é “a reorganização interna” dos serviços municipais, através da qual é preciso “é olhar para dentro, perceber o que está mal e mudar”.

“Temos que mobilizar os funcionários a acreditarem nesta mudança e ajudarem-nos”, realçou, apontando a necessidade de “modernizar, introduzindo tecnologias na câmara, e mexer nos procedimentos para desburocratizar” processos.

A habitação está também em destaque, com Florbela Fernandes a prometer construir 40 fogos para venda a custos controlados ou arrendamento e a “trabalhar com os privados” por mais casas no concelho.

“Existem algumas estratégias que vamos introduzir no Plano de Urbanização, que são muito importantes para que a construção evolua e haja motivação para construir, em vez de ter o terreno expectável”, salientou.

Nesta área, entre outras medidas, a candidata quer reorganizar o serviço do urbanismo, iniciando o processo de digitalização, e criar um balcão habitação para “tornar mais ágeis os procedimentos”.

Argumentando que “a cidade está completamente abandonada”, Florbela Fernandes indicou a limpeza e higiene pública como outras das prioridades da candidatura.

Além de medidas para melhorar a higiene pública, O MCE defendeu a elaboração de “um plano de recuperação das vias rodoviárias, que vai começar agora e terminar daqui a 12 anos para estar tudo em condições”.

“Mas é importante dizer que um quilómetro de alcatrão custa 100 mil euros e a câmara tem para se governar por ano três milhões de euros”, ou seja, é a verba que “sobra depois de se pagar a trabalhadores, o funcionamento e a resposta à missão pública”, indicou.

A quarta prioridade é a área do desenvolvimento, com apostas na Capital Europeia da Cultura Évora 2027, “um projeto que pode alavancar” o concelho e “um marco de mudança e desenvolvimento”, e no ‘cluster’ da saúde, com a concretização do novo Hospital Central do Alentejo, entre outras.

Além de Florbela Fernandes, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU (PCP/PEV), Carlos Zorrinho, pelo PS, Henrique Sim-Sim, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Ruben Miguéis, pelo Chega, Pedro Ferreira, pelo Bloco de Esquerda (BE) e Fábio Cabaço, pela Iniciativa Liberal (IL).

O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas ‘mãos’ dos socialistas.