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Líderes mundiais aplaudem acordo de paz entre Israel e Hamas

Este artigo tem mais de 1 ano

Vários líderes mundiais congratulam também Donald Trump pela "liderança essencial" no estabelecimento do acordo, incluindo o Presidente da Argentina, que garantiu propor Trump para o Nobel da Paz.

epa12434665 ​A handout satellite image made available by Vantor shows a general view of Gaza City and northern Gaza on 11 September 2025 (issued 06 October 2025). 07 October 2025 marks two years since the Palestinian militant group Hamas launched a surprise attack on Israel, taking dozens of hostages and killing nearly 1,200 people. In response, Israel began its war on Gaza, which has killed more than 66,000 people, displaced millions and destroyed the Palestinian enclave.  EPA/SATELLITE IMAGE ©2025 VANTOR / HANDOUT -- MANDATORY CREDIT: SATELLITE IMAGE  ©2025 VANTOR  -- THE WATERMARK MAY NOT BE REMOVED/CROPPED -- HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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▲O acordo mediado pelos Estados Unidos, Qatar, Egito e Turquia marca a tentativa mais significativa de pôr fim à guerra desde o início do conflito

SATELLITE IMAGE ©2025 VANTOR / HANDOUT/EPA

▲O acordo mediado pelos Estados Unidos, Qatar, Egito e Turquia marca a tentativa mais significativa de pôr fim à guerra desde o início do conflito

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Vários líderes mundiais saudaram o acordo de paz entre Israel e o Hamas anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, elogiando o fim iminente da guerra em Gaza e a libertação de reféns após dois anos de conflito.

Trump anunciou na quarta-feira que Israel e o movimento islamita aceitaram a “primeira fase” do seu plano de paz, que prevê a retirada parcial das tropas israelitas da Faixa de Gaza e a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinianos.

“Todos os reféns serão libertados muito em breve e Israel retirará as suas tropas para uma linha acordada como primeiros passos para uma paz forte, duradoura e eterna”, escreveu Trump na rede Truth Social.

A notícia foi recebida com entusiasmo por líderes de vários países. O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, saudou o acordo, manifestando a esperança de que o tratado seja o “prelúdio para uma solução política permanente (…) que conduza ao fim da ocupação israelita do Estado da Palestina e ao estabelecimento de um Estado palestiniano independente”.

O Presidente da Argentina, Javier Milei, considerou o entendimento “histórico” e anunciou que vai propor Trump para o Prémio Nobel da Paz, afirmando que “qualquer outro dirigente com semelhantes conquistas já o teria recebido há muito tempo”.

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, felicitou Trump pela “liderança essencial” e expressou alívio pela iminente libertação dos reféns. “A paz finalmente parece possível. Instamos todas as partes a aplicarem rapidamente os termos do acordo”, afirmou.

Também o Japão saudou o entendimento, que o porta-voz governamental Yoshimasa Hayashi classificou como “um passo importante para acalmar a situação”, agradecendo aos Estados Unidos, ao Egito e ao Qatar pelos esforços de mediação.

De Camberra, o primeiro-ministro, Anthony Albanese, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, destacaram tratar-se de “um passo muito necessário para a paz” e defenderam uma solução de dois Estados, sublinhando que o plano exclui o Hamas de qualquer papel na administração futura de Gaza.

O ex-presidente colombiano Iván Duque elogiou o acordo como “um caminho para a estabilidade numa região que tem sofrido a crueldade da guerra e do terrorismo”, e a Confederação de Comunidades Judaicas da Colômbia, assim como a organização B’nai B’rith do Uruguai, saudaram o entendimento como um “passo essencial para a convivência e para uma paz justa e duradoura”.

O Presidente francês deixou elogios aos mediadores do acordo de cessar-fogo, nomeando diretamente o seu homólogo norte-americano, e declarou que há “grande esperança para os reféns e as suas famílias, para os palestinianos em Gaza e para toda a região”.

O primeiro-ministro espanhol “acolheu com satisfação” as notícias de um acordo de cessar-fogo e expressou esperança de que “isto marque o início de uma paz justa e duradoura”.

Recep Tayyip Erdoğan, Presidente da Turquia, mostrou-se “muito satisfeito” com o facto de ter sido alcançado um acordo de cessar-fogo que contou, destacou, com a mediação da Turquia. Contudo, Erdoğan deixou claro que o caminho não termina aqui e que a Turquia vai “monitorizar de perto a implementação do acordo e continuar a contribuir para o processo”.

O Presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, declarou que o mundo assiste hoje a “um momento histórico que simboliza o triunfo da vontade da paz sobre a lógica da guerra”, salientando o papel particular que o Egito teve nesse momento — não apenas como mediador, a par com os Estados Unidos e o Qatar, mas como anfitrião das negociações em Sharm El-Sheikh.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou esperança de que um compromisso semelhante possa ser alcançado para a Ucrânia. “É importante que a perspetiva de estabelecer uma paz duradoura no Médio Oriente esteja mais próxima de se concretizar”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, descreveu o acordo como “um avanço desesperadamente necessário” e apelou para a sua plena implementação, sublinhando que “é uma oportunidade para reconhecer o direito à autodeterminação do povo palestiniano e avançar para uma solução de dois Estados”.

Também o secretário-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou o acordo de cessar-fogo como “um grande passo na direção da paz duradoura tanto para israelitas como palestinianos” e declarou que a organização “está pronta para expandir a sua operação para dar resposta às necessidades de saúde terríveis dos pacientes em Gaza e para apoiar a reabilitação do sistema de saúde destruído”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o anúncio de cessar-fogo em Gaza, pedindo a Israel e ao grupo islamita Hamas que “respeitem integralmente” o acordado. “A oportunidade de hoje deve ser aproveitada”, salientou ainda numa declaração em Bruxelas.

Fazendo eco das palavras de Ursula von der Leyen, António Costa assinalou uma “oportunidade crucial que tem de ser utilizada para estabelecer a fundação de uma paz duradoura, alicerçada na solução de dois Estados”.

Numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na internet, Marcelo Rebelo de Sousa congratula-se com “o estabelecimento de um cessar-fogo em Gaza” que permitirá “o fim da destruição e das mortes de civis e a distribuição urgente de ajuda humanitária”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, destacou o papel principal do presidente norte-americano, Donald Trump, no acordo, manifestando “alegria” e “alívio”, sobretudo pela libertação de reféns, designadamente dois cidadãos “com ligações a Portugal, embora um, já seguramente, falecido”.

“Abre-se aqui caminho para um período de estabilização em que possa chegar ajuda humanitária e começar-se a reconstrução”, disse, salientando que Trump foi “a figura decisiva, no sentido de sentar toda a gente à mesa das negociações”, sem esquecer Qatar, Egito, Arábia Saudita e Turquia.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro felicitou também Donald Trump “por este sucesso e por todo o empenho na obtenção da paz no Médio Oriente”.

O secretário-geral do PCP saudou também o acordo de paz alcançado entre Israel e o Hamas. “Qualquer passo que seja no sentido do fim do genocídio, no sentido do fim da guerra, de um cessar fogo permanente, que é esse o caminho que se impõe, e da entrada imediata da ajuda humanitária que o povo da palestina tanto precisa é sempre positivo”, afirmou.

O líder do PS elogiou “o vital princípio de acordo” de cessar-fogo na Faixa de Gaza, considerou urgente o corredor humanitário e libertar todos os reféns e lembrou a importância do reconhecimento do Estado da Palestina.

O porta-voz do Livre, Rui Tavares, saudou o cessar-fogo, mas lamentou que o acordo seja “muito enviesado contra os palestinianos”, avisando que é preciso continuar vigilante. “Por um lado, nós vemos esta matança em grande medida indiscriminada e acho que qualquer pessoa que tenha sentimentos, pensa ‘alguma coisa que acabe com isto’, mesmo que venha do sítio errado, mas que seja a coisa certa. Por outro lado, vemos que passados dois anos de guerra, isto é um acordo muito enviesado contra os palestinianos”, criticou Rui Tavares.

A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, saudou o acordo entre Israel e o movimento Hamas, considerando que a negociação diplomática é mais essencial para resolver o conflito do que o ativismo pró-Palestina, acabando por criticar a flotilha humanitária que se dirigia a Gaza.

A porta-voz do PAN classificou o cessar-fogo como “um sinal de esperança” para que possa existir não só um plano de paz, mas também de desocupação. “É preciso, no entanto, que para além da abertura dos cinco corredores humanitários que estão previstas, da linha de desocupação, que haja mais ambição e mais compromisso até por parte da comunidade internacional, no sentido de ajudarmos Gaza a reconstruir-se”, disse Inês Sousa Real.

“É fundamental esses espaços serem dados para a resolução do conflito” e é “fundamental que os esforços continuem a ser feitos para se conseguir resolver a situação para acabar com a crise, com as mortes e com toda o cenário de guerra que se vive naquela zona”, afirmou Mariana Leitão, numa ação de campanha em Viana do Castelo, para as autárquicas.

O presidente do Chega, André Ventura, considerou que é preciso paz no Médio Oriente, mas sem “aceitar a chantagem de terroristas”, e um acordo de cessar-fogo deve prever a libertação de reféns. “Precisamos de paz, precisamos de paz na Rússia, na Ucrânia, precisamos de paz no Médio Oriente, e essa paz tem que ser trabalhada, custe o que custar e tem que ser trabalhada dizendo aos terroristas que nunca vamos aceitar a sua chantagem e a sua pressão, e obviamente que acho que isso deve ser uma exigência de todos”, afirmou.

O Hamas confirmou o entendimento, garantindo que “assegura o fim da guerra, a retirada do exército israelita e a entrada de ajuda humanitária”, e apelou para que Israel cumpra os compromissos “sem atrasos ou alterações”.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou o acordo como uma “realização histórica” e agradeceu a Trump pela “liderança determinada e pelos esforços globais”, afirmando: “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”.

Segundo fontes oficiais, a libertação dos reféns deverá começar na segunda-feira, após a aprovação do acordo pelo Governo israelita, e a retirada militar cobrirá cerca de 70% do território de Gaza.

“Isto é mais do que Gaza, é o início da paz no Médio Oriente”, afirmou Trump numa entrevista à Fox News, assegurando que os Estados Unidos e países vizinhos vão apoiar a reconstrução do enclave. E acrescentou: “Outros países da região ajudarão porque têm imensa riqueza. Nós estaremos envolvidos para garantir que Gaza seja bem-sucedida e pacífica.”

Em Telavive, famílias dos reféns reuniram-se em euforia na praça dos Reféns, entre lágrimas e cânticos de “Nobel para Trump”. “Quero cheirar o meu filho”, disse, emocionada, Einav Zangauker, mãe de um dos reféns.

Em Gaza, onde o cessar-fogo foi recebido com uma mistura de alívio e desconfiança, deslocados e habitantes manifestaram a esperança de poder regressar às suas casas.

“Queremos voltar, mesmo que não haja mais casas”, afirmou Alaa Abd Rabbo, deslocado do norte da Faixa.

O acordo mediado pelos Estados Unidos, Qatar, Egito e Turquia marca a tentativa mais significativa de pôr fim à guerra desde o início do conflito, em outubro de 2023.

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