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Al Pacino e De Niro juntos 30 anos depois de "Heat": dupla de Hollywood protagoniza nova campanha da Moncler aos 80 anos

Este artigo tem mais de 1 ano

Aos 85 e 82 anos, Al Pacino e Robert De Niro protagonizam primeira campanha publicitária juntos para a Moncler. Vídeo e fotos a preto e branco de Platon celebram amizade de décadas.

Pacino e De Niro numa cena do "Irlandês" (2019)
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▲Pacino e De Niro numa cena do "Irlandês" (2019)

▲Pacino e De Niro numa cena do "Irlandês" (2019)

Trinta anos depois de protagonizarem um dos maiores encontros do cinema moderno, Al Pacino e Robert De Niro voltam a unir forças — desta vez, fora do grande ecrã. Os dois veteranos de Hollywood são as novas estrelas da mais recente campanha publicitária da marca italiana Moncler, dedicada à promoção da sua coleção de casacos acolchoados.

De acordo com o The Guardian, esta é a primeira colaboração publicitária entre os dois atores, ambos com mais de 80 anos. A campanha Warmer Together (Mais quentes juntos, em tradução livre para português), descrita como um elogio da amizade e da conexão humana, apresenta fotografias a preto e branco e um vídeo disponível no YouTube.

O vídeo é narrado pelos próprios atores, que refletem sobre a importância da partilha, da caminhada e do diálogo — valores que a Moncler associa ao conceito de “calor humano”. Segundo a marca, os casacos simbolizam não apenas conforto e luxo, mas também amizade e ligação genuína, um tema que ecoa com o vínculo entre os dois ícones do cinema.

A escolha de Pacino e De Niro para esta campanha não é casual. O par tornou-se lendário após filmes como Padrinho Parte II (1974) de Francis Ford Coppola ou Heat – Cidade sob pressão (1995), de Michael Mann, onde contracenaram pela primeira vez. O encontro entre os dois foi, à época, descrito como um momento histórico para o cinema: duas forças da interpretação frente a frente.

No entanto, nem todas as colaborações posteriores mantiveram esse brilho. Em 2008, os atores voltaram a reunir-se em A Dupla face da lei (2008), de Jon Avnet, um thriller policial que desiludiu tanto o público como a crítica. Mais tarde, em 2019, partilharam o ecrã novamente em O Irlandês (2019), de Martin Scorsese — uma produção de grande prestígio, mas marcada pelo uso controverso de tecnologia digital para rejuvenescer os protagonistas.

Agora, a campanha da Moncler parece devolver à dupla o reconhecimento pela cumplicidade e carisma que sempre os caracterizou. As imagens, a preto e branco, captadas em Nova Iorque por Platon, o famoso fotógrafo conhecido pelos retratos intensos de políticos, mostram afeição e respeito mútuo, sugerindo um reencontro simbólico entre dois amigos que atravessaram, juntos, décadas de história cinematográfica.

“O calor nunca é sobre o que vem de fora, é sobre o que se passa dentro de nós”, diz Niro, de 82 anos,  enquanto Al Pacino, três anos mais velho, discorre sobre a amizade: “É a melhor coisa que se pode ter. Amigos são as pessoas com quem partilhamos o nosso significado da vida”.

O The Guardian recorda ainda que esta não é a primeira incursão dos atores no mundo da publicidade. Pacino já protagonizou um anúncio da Sky Broadband, onde apareceu a jogar golfe sobre um piano, episódio que mais tarde justificou com problemas financeiros. De Niro, por sua vez, deu vida a um divertido papel numa campanha da Warburtons, uma padaria britânica, onde afirmou a célebre frase: “Bolton bakes best bagel? My butt” (Bolton faz o melhor bagel? Nem pensar, em tradução livre para português)..

Com esta nova colaboração, os dois atores moostram que continuam dispostos a explorar novos formatos, agora num tom mais nostálgico e intimista. O resultado, segundo críticos, é uma campanha com uma carga emocional inesperada, que transforma uma simples promoção de casacos numa homenagem à amizade que resiste ao tempo.

O texto e as imagens evocam a ideia de dois artistas no “inverno das suas vidas”, refletindo sobre o percurso comum e sobre o poder da ligação humana — uma leitura que acrescenta profundidade a uma campanha comercial.

Mesmo que o objetivo final seja vender casacos, o impacto do anúncio publicitário faz com que muitos a vejam como uma celebração da longevidade e do legado partilhado de De Niro e Pacino.  Assim, três décadas depois de Heat — cidade insubmissa, a dupla que marcou gerações regressa, não em duelo, mas em harmonia, provando que, mesmo fora do cinema, continuam a dominar o ecrã — seja ele grande, pequeno ou digital.

Texto editado por Dulce Neto

[Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]

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