O Governo tem sido “bastante pressionado pela Comissã̃o Europeia para reverter” os apoios no ISP, que foram criados no surto inflacionista, e Joaquim Miranda Sarmento diz que o apoio vai ser retirado gradualmente, no próximo ano, aproveitando “momentos de baixa dos preços” e tentando que os consumidores não notem muito. O ministro das Finanças garante, também, que o Governo está “a conseguir controlar a despesa permanente”.

Em entrevista por escrito ao Jornal Económico, publicada nesta terça-feira, Miranda Sarmento lembra que, perante a normalização da inflação, no ano passado o Governo avançou com uma revisão parcial, “sobretudo ao nível do descongelamento da taxa de carbono”. “Aproveitámos momentos de descida das cotaç̧ões do petróleo nos mercados, para que os consumidores não sentissem o agravamento do preço final na bomba”.

Nesta fase, sob forte pressão de Bruxelas para eliminar o apoio, o Governo quer repetir a fórmula e tentar que os consumidores não notem muito: a reversão do apoio vai começ̧ar no próximo ano, aproveitando “momentos de baixa dos preç̧os”.

Tudo isto será feito “fora do Orçamento do Estado”, a médio prazo, indicou.

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O ministro das Finanças afirmou, também, que a despesa corrente primária, que não leva em conta medidas pontuais nem o impacto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “mantém-se estável nos últimos anos, em torno de 36,5% do PIB, confirmando o controlo da despesa permanente”.

“Significa que estamos a conseguir controlar a despesa permanente ao mesmo tempo que estamos a valorizar os trabalhadores da Administração Pública e a repor a perda de poder de compra sofrida com o programa de ajustamento”, assegura.