Três meses separam a desilusão que foi o Campeonato da Europa e o regresso à competição das navegadoras. No passado mês de julho, Portugal alcançou na Suíça a sua pior prestação de sempre em Europeus femininos. A equipa liderada por Francisco Neto não foi além do último lugar no Grupo B da prova vencida por Inglaterra, com apenas um ponto amealhado. Perante o fracasso, as últimas semanas foram de curtas mudanças, com o selecionador a apontar para um objetivo próximo: conquistar o troféu no feminino nos próximos dez anos. Para isso, Neto chamou Alice Marques para se estrear ao serviço da Seleção Nacional, fazendo regressar Stephanie Ribeiro e Maria Alagoa. Por outro lado, Carolina Santiago, Érica Cancelinha e Maísa Correia, que se têm destacado no Sporting, foram promovidas à equipa principal. De ficaram nomes como Ana Borges, Andreia Norton ou Carolina Mendes, que estão lesionadas.
“Precisamos destes desafios para perceber onde estamos e onde podemos melhorar. Jogar contra equipas como os Estados Unidos obriga-nos a manter padrões de exigência muito elevados. Sabemos que quando jogamos contra as melhores equipas do mundo temos de estar sempre muito organizados, com um rigor muito grande, e sentimos que precisamos deste tipo de desafios. Não são fáceis, mas é para isso que temos vindo a trabalhar ao longo destes anos todos. O nosso objetivo é consolidar o processo e tornar a equipa cada vez mais competitiva. Estes jogos permitem-nos ganhar experiência e preparar o futuro com confiança. As mais novas foram recebidas de forma exemplar. Há um espírito de união muito forte e isso sente-se dentro e fora de campo”, explicou o selecionador nacional na antevisão à partida da madrugada desta sexta-feira.
⏹️ 90+5' TERMINA A PARTIDA! ⏰
ACABOU! A ???????????????????????????????? ????????????????́???????????? ???????? ???????????????????????? frente aos Estados Unidos ????????????#FazHistória | #Navegadoras pic.twitter.com/9xD2okYJhr
— Portugal (@selecaoportugal) October 24, 2025
No primeiro de dois particulares frente aos Estados Unidos, atual campeão olímpico, disputado em Chester (Filadélfia), Francisco Neto lançou Inês Pereira na baliza, com Catarina Amado, Carolina Correia, Diana Gomes e Lúcia Alves na defesa. No meio-campo, a aposta recaiu em Fátima Pinto, Tatiana Pinto e Andreia Jacinto, com Francisca Nazareth a jogar no apoio às avançadas Carolina Santiago — em estreia absoluta — e Diana Silva. Já Emma Hayes contou com Lindsey Horan, Alyssa Thompson e Avery Patterson no seu onze inicial. Antes do apito inicial, a ex-futebolista Alex Morgan foi homenageada pela federação norte-americana, ao serviço da qual completou 224 jogos na seleção principal.
O jogo começou da melhor forma possível para a formação da casa que, na bola de saída, chegou ao golo por Rose Lavelle, que recebeu a bola de Catarina Macário dentro da área, rodou e atirou colocado para o fundo das redes… aos 33 segundos (1′). Pouco depois, Lavelle desferiu mais um remate perigoso, Inês Pereira conseguiu defender e o poste evitou o golo (9′). A partir daí, as navegadoras tiveram um período de ligeira superioridade, com mais bola, mas com pouca concretização no ataque, com destaque para um livre curto de Kika, que contou com um cruzamento de Lúcia e terminou com Amado, sozinha, a rematar fraco para defesa de Phallon Tullis-Joyce (25′). A Seleção voltou a crescer no final da primeira parte e, depois de Amado e Tatiana obrigarem Phallon a aplicar-se (37′ e 40′), Kika cobrou um canto na direita para o segundo poste e, de cabeça, Diana Gomes empatou o jogo, fazendo o primeiro golo da história de Portugal frente aos Estados Unidos (41′).
Pick out that corner, Rose ????
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Portugal level it off the corner ???? pic.twitter.com/kevj4gm60x
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Na etapa complementar, um mau passe de Tatiana Pinto originou a primeira situação de perigo, com Alyssa Thompson a cruzar rasteiro para um corte fulcral de Diana Gomes (56′). Já com Emma Sears, Lily Yohannes, Yazmeen Ryan, Claire Hutton e Jéssica Silva em campo, Portugal beneficiou de mais um canto na direita cobrado por Kika, com Fátima Pinto a aproveitar uma série de ressaltos para completar a reviravolta histórica (72′). Na resposta, Avery Patterson surgiu sozinha na área e atirou cruzado, com a bola a sair ao lado (75′). Seguiu-se a entrada de Jaedyn Shaw e nova tentativa de Emma Sears, que rematou forte para defesa de Inês Pereira com o joelho (81′). Para os últimos minutos, Andreia Faria rendeu Kika, Dolores Silva substituiu Andreia Jacinto e Maísa Correia estreou-se, entrando para o lugar de Diana Silva. As norte-americanas ainda carregaram na compensação, mas não conseguiram evitar a primeira vitória de sempre de Portugal frente à seleção número dois do mundo (1-2). Domingo há novo particular frente aos Estados Unidos, às 20 horas.
Portugal score off another corner to take a 2-1 lead over USA ???? pic.twitter.com/H2onl5AYoE
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