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Autarca de Braga apreensivo mas "parcialmente tranquilo" com lay-off na Bosch

Este artigo tem mais de 6 meses

Rio defende que a sua parcial tranquilidade assenta na garantia que lhe foi deixada de que "em nada se relaciona com a perda de carteiras de encomendas ou com a inversão do plano de expansão".

epa12404735 The Bosch logo on the company's headquarters in Gerlingen, Germany, 25 September 2025. According to the world's largest automotive supplier Bosch AG, 13,000 jobs are to be cut.  EPA/RONALD WITTEK
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▲A Bosch de Braga anunciou, na terça-feira, que vai entrar em lay-off, a partir de novembro e "até presumivelmente" abril de 2026, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas

RONALD WITTEK/EPA

▲A Bosch de Braga anunciou, na terça-feira, que vai entrar em lay-off, a partir de novembro e "até presumivelmente" abril de 2026, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas

RONALD WITTEK/EPA

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, manifestou esta quarta-feira apreensão pelo anunciado lay-off na Bosch Braga, mas sublinhou que os contactos que manteve com a administração o deixam “parcialmente tranquilo”.

Em nota publicada na sua página de Facebook, Ricardo Rio diz que a sua apreensão resulta do facto de estar em causa um dos maiores empregadores do concelho.

Por outro lado, refere que a sua parcial tranquilidade assenta, desde logo, na garantia que lhe foi deixada de que este problema “em nada se relaciona com a perda de carteiras de encomendas ou com a inversão do plano de expansão em curso”.

O autarca afirma ainda ter-lhe sido “explicada a mais recente disrupção das cadeias de abastecimento de matérias-primas, em particular no caso de um fornecedor envolvido num ‘conflito diplomático’ entre a Europa e a China, o que torna a resolução do problema incerta no tempo e incontrolável para os envolvidos, assim justificando o recurso a esta solução”.

Rio diz ainda que lhe foi dada a garantia de que tudo foi atempadamente acordado com a Comissão de Trabalhadores e a Segurança Social, de forma a garantir a máxima proteção possível aos funcionários.

“Resta-nos desejar que a questão possa ser ultrapassada de forma célere, em benefício da economia europeia, das empresas envolvidas e, sobretudo, dos trabalhadores lesados, o que vai seguramente exigir uma revisitação do modelo de relacionamento comercial da Europa com o mundo que nos rodeia”, remata.

A Bosch de Braga anunciou, na terça-feira, que vai entrar em lay-off, a partir de novembro e “até presumivelmente” abril de 2026, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas.

A decisão vai afetar 2.500 trabalhadores.

O lay-off consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.

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