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O grupo palestiniano Hamas entregou esta quinta-feira à Cruz Vermelha os corpos de dois reféns, no âmbito do plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A entrega ocorreu por volta das 16h00 (14h00 em Lisboa) e foi confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na rede social X.
They will then be transferred to the Health Ministry National Center of Forensic Medicine. Upon completion of the identification process, formal notification will be delivered to their families.
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) October 30, 2025
Os dois corpos foram posteriormente transferidos para o Centro Nacional de Medicina Legal do Ministério da Saúde para identificação. “Após a conclusão do processo de identificação, será entregue uma notificação formal às suas famílias”, adianta o gabinete do executivo israelita.
Com mais esta devolução, o Hamas já restitui os corpos de 15 dos 28 reféns que permaneciam em Gaza desde o início do conflito, em outubro de 2023. O grupo palestiniano não forneceu detalhes sobre as circunstâncias da morte dos reféns, limitando-se a indicar, segundo cita a Al Jazeera, que a entrega decorreu “de acordo com os termos do acordo de troca de prisioneiros”.
Entretanto, Netanyahu afirmou que Israel “ainda tem trabalho a fazer em Gaza”. Em declarações citadas pelo Times of Israel, o chefe do Governo advertiu que, se o Hamas “continuar a violar explicitamente o cessar-fogo, sofrerá ataques poderosos, como ocorreu há dois dias e ontem”.
O primeiro-ministro israelita reiterou, ainda, que “no fim de contas, o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada”, acrescentando que, caso forças estrangeiras não assumam essa tarefa, Israel “fará o que for necessário”.
A devolução dos corpos dos dois reféns ocorre após Telavive ter atacado Gaza durante a madrugada. Terão sido pelo menos 10 os ataques aéreos à cidade de Khan Younis, no sul do enclave palestiniano.
Na passada quarta-feira, Israel retomou os ataques em Gaza, deixando pelo menos 109 palestinianos mortos. O exército israelita afirmou, na altura, que os ataques tiveram como alvo dezenas de operacionais do Hamas, postos de observação, locais de fabrico de armas, locais de lançamento de mísseis e túneis.