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O grupo palestiniano Hamas entregou esta quinta-feira à Cruz Vermelha os corpos de dois reféns, no âmbito do plano de cessar-fogo na Faixa de Gaza. A entrega ocorreu por volta das 16h00 (14h00 em Lisboa) e foi confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na rede social X.

Os dois corpos foram posteriormente transferidos para o Centro Nacional de Medicina Legal do Ministério da Saúde para identificação. “Após a conclusão do processo de identificação, será entregue uma notificação formal às suas famílias”, adianta o gabinete do executivo israelita.

Com mais esta devolução, o Hamas já restitui os corpos de 15 dos 28 reféns que permaneciam em Gaza desde o início do conflito, em outubro de 2023. O grupo palestiniano não forneceu detalhes sobre as circunstâncias da morte dos reféns, limitando-se a indicar, segundo cita a Al Jazeera, que a entrega decorreu “de acordo com os termos do acordo de troca de prisioneiros”.

Entretanto, Netanyahu afirmou que Israel “ainda tem trabalho a fazer em Gaza”. Em declarações citadas pelo Times of Israel, o chefe do Governo advertiu que, se o Hamas “continuar a violar explicitamente o cessar-fogo, sofrerá ataques poderosos, como ocorreu há dois dias e ontem”.

O primeiro-ministro israelita reiterou, ainda, que “no fim de contas, o Hamas será desarmado e Gaza será desmilitarizada”, acrescentando que, caso forças estrangeiras não assumam essa tarefa, Israel “fará o que for necessário”.

A devolução dos corpos dos dois reféns ocorre após Telavive ter atacado Gaza durante a madrugada. Terão sido pelo menos 10 os ataques aéreos à cidade de Khan Younis, no sul do enclave palestiniano.

Na passada quarta-feira, Israel retomou os ataques em Gaza, deixando pelo menos 109 palestinianos mortos. O exército israelita afirmou, na altura, que os ataques tiveram como alvo dezenas de operacionais do Hamas, postos de observação, locais de fabrico de armas, locais de lançamento de mísseis e túneis.