Este sábado cumpriu-se um ano de Ruben Amorim. Foi a 1 de novembro de 2024 que o treinador português foi oficialmente anunciado como treinado do Manchester United, embora só tenha feito a primeira partida no final do penúltimo mês do ano passado. Ao longo dos últimos 12 meses, Amorim atravessou altos e baixos, que o levaram à pior Premier League da história dos red devils, a uma final europeia que perdeu para o Tottenham e a um péssimo arranque na presente temporada que, entretanto, deu lugar a uma equipa em estabilização e a lutar pelos lugares europeus no Campeonato inglês. Nesse sentido, a tão badalada quinta vitória consecutiva estava cada vez mais próxima e jogo com o Nottingham Forest podia deixar a turma de Manchester a apenas 90 minutos de atingir essa marca que, nas últimas semanas, se tornou um objetivo. Principalmente para Frank Ilett.

Passes longos do guarda-redes, futebol mais direto e menos risco: como Ruben Amorim mudou o United sem mudar o sistema tático

“Na minha carreira de treinador, durante a maior parte do tempo estive a ganhar e quando ganhamos pode-se dizer que temos convicções e que somos leais às nossas ideias. Mas isso aprende-se quando se perde, quando se está sob pressão. E eu aprendi que, quando estou sob pressão, sou mais forte nisso e mantenho-me fiel às ideias. Claro que é importante sentir o apoio de todos no clube, especialmente dos adeptos, que te ajudam a continuares no teu caminho. Mas essa foi a maior lição: quando estou sob pressão, consigo manter-me fiel ao meu plano e às minhas ideias. Quando ganhamos trabalhamos melhor. Gostamos de estar aqui, de treinar juntos. Temos de nos focar no próximo jogo, como sempre. Nesta Liga não se pode pensar no passado, todos os jogos são diferentes. Eles têm muito talento e um treinador muito inteligente. A pressão está sobre nós, todos esperam muito de nós, o que é bom. Quando se tem talento e uma equipa organizada, pode-se ganhar qualquer jogo”, explicou o português na antevisão à visita ao City Ground, palco onde perdeu na época passada.

Para este jogo, Ruben Amorim manteve o onze inicial, com Diogo Dalot e Bruno Fernandes, e Bryan Mbeumo, Matheus Cunha e Bejamin Sesko no ataque. Sem Chris Wood, o Nottingham Forest voltou a contar com Igor Jesus a titular no ataque. Os red devils tiveram uma entrada mais fulgorosa e, nos primeiros minutos, Sesko ficou perto de marcar, com Nikola Milenkovic a conseguir cortar para canto (3′). Na resposta, Douglas Luiz cobrou um canto para a área, mas o cabeceamento do sérvio saiu por cima (7′). Já sem o médio brasileiro, que saiu lesionado, o Man. United continuou a colecionar oportunidades, mas só chegou ao golo no final da primeira parte e num canto polémico, em que os tricky trees protestaram que a bola não saiu. Bruno cobrou o canto e, nas alturas, Casemiro cabeceou para o fundo da baliza (34′).

Contudo, o Nottingham Forest entrou ao ataque na etapa complementar e empatou o jogo numa cabeçada de Morgan Gibbs-White, após um cruzamento perfeito de Ryan Yates (48′). Logo a seguir, Igor Jesus ganhou a Matthijs de Ligt e, completamente sozinho, Nicolò Savona encostou para o 2-1, competando a reviravolta em… dois minutos (50′). A partir daí, os red devils voltaram a acercar-se da baliza caseira e, na sua melhor oportunidade, Bruno Fernandes desferiu um remate colocado e rasteiro ao poste (61′). Com o jogo partido, Patrick Dorgu rendeu Dalot e Noussair Mazraoui entrou para o lugar de Leny Yoro, mas o Man. United continuou com dificuldades em impor-se. Na parte final do jogo, Bruno cobrou mais um canto na direita, Casemiro ganhou a primeira bola e, depois de um corte incompleto, Amad Diallo desferiu um grande remate de primeira, à entrada da área, para o empate (81′). Pouco depois, o Forest ficou perto do golo, com o remate de Elliot Anderson a rematar para um corte decisivo de De Ligt (90′). Depois de um canto ganho por Casemiro, Bruno cobrou curto, Diallo cruzou e De Ligt cabeceou para grande defesa de Matz Sels, com Amad a rematar na recarga, para um corte incrível de Murillo em cima da linha de golo (90+4′).