Num evento destinado a tornar público as melhorias que pretende introduzir em toda a gama nos próximos tempos, ainda antes de avançar com as novidades, a nova CEO da Dacia, a alemã Katrin Adt que antes desempenhou as mesmas funções na Smart, realizou um resumo do desempenho comercial da marca romena do Grupo Renault, que na primeira metade de 2025 conquistou 8,1% de quota de mercado, depois de em 2024 ter vendido 676 mil unidades, um incremento de 30% face a 2020.
Hipster pode gerar um mini eléctrico por 15.000€. Será que avança?
Indo ao pormenor, Adt recordou que o Spring continua a ser dos eléctricos que mais vende na Europa, sendo o mais acessível, com o Sandero e o Duster a liderarem entre os clientes particulares. Já o novo Bigster surpreende ao ter 66% das vendas asseguradas pela versão mais cara, o Hybrid 155, enquanto simultaneamente assiste aos clientes optarem em 85% dos casos pelo nível de equipamento mais completo e mais oneroso. Adt não terminaria sem chamar a atenção do enorme aumento do preço médio dos veículos entre 2010 e 2024, período em que o valor disparou 45%, em grande parte devido à constante incorporação de mais equipamento de segurança ou de ajudas ao condutor.
Spring, o automóvel eléctrico mais barato do mercado, ganha potência e rapidez
O protótipo Hipster, de que já aqui falámos, foi a surpresa do evento, um mini veículo eléctrico que pode ser proposto como automóvel versátil com quatro lugares e umas linhas ousadas, existindo a possibilidade da opção recair num quadriciclo, vulgo “mata-velhos”, o que permitiria um preço ainda mais baixo. Entre os veículos de produção corrente, o Spring (sobre o qual pode ler em cima) chamou a si a maior notoriedade, mantendo o preço mas incrementando a potência de todas as versões, bem como o comportamento.
A restante gama da Dacia estreou o Eco-G 120 em vários modelos, a mais recente versão do motor bi-fuel que consome gasolina e GPL, gás que reduz em 10% as emissões de CO2, o que se traduz numa redução nos impostos. A potência sobe 20 cv (de 100 para 120 cv) e a caixa manual cede o seu lugar a uma automática de dupla embraiagem. No Sandero, a assinatura luminosa é ligeiramente diferente, com o modelo a ganhar uma nova frente, novos pormenores na traseira, mais equipamento e maior sofisticação. O motor mais acessível mantém os três cilindros e 1 litro de capacidade, mas a potência sobe de 90 para 100 cv, enquanto na versão GPL, a entrada do Eco-G 120 acompanha um incremento da capacidade do depósito de GPL. A caixa de velocidades desta versão pode ser manual ou automática de dupla embraiagem.
O Jogger também foi actualizado, com com uma nova frente, novos farolins traseiros e mais equipamento, a começar pelo Media Display, o sistema multimédia agora com um ecrã de 10”, em vez das anteriores 8”. A maioria dos clientes vai igualmente apreciar a inclusão do motor Eco-G 120, também com um depósito de GPL mais generoso, bem como o novo Hybrid 155 com 109 cv, em vez do anterior Hybrid 140 com 91 cv. Contudo, esta é uma melhoria pouco interessante para Portugal, onde a capacidade do motor é taxada e o novo motor híbrido troca um quatro cilindros com 1,6 litros por outro mais potente com 1,8, com a bateria a aumentar também de 1,2 para 1,4 kWh.
O Duster, lançado em 2024, mantém os seus trunfos, como o Eco-G 100, a que agora alia o mild Hybrid 140 (130 na versão 4×4), mas o novo Bigster oferece o motor mild Hybrid 1.2 Turbo com 140 cv (tanto na versão a gasolina como a GPL), com a versão 4×4 a limitar-se a 130 cv. O Duster mais potente monta o Hybrid 155. O Bigster oferece as mesmas motorizações do Duster, excepção feita para o Eco-G 100, com os clientes a poderem contar com o mild-hybrid 140, a gasolina e a GPL, a que se junta o Hybrid 155 para quem procura mais potência.