A deputada do Chega Rita Matias está a ser alvo de um processo junto da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados (CTED) por chamar “asquerosa” a Inês Sousa Real, deputada única e líder do PAN.
Sousa Real já tinha comunicado que iria fazer uma queixa junto da comissão por ofensas da deputada do Chega que, diz, quis atingir a sua “dignidade pessoal e institucional”. A deputada única do PAN queixa-se de ter sido chamada “asquerosa” por duas vezes por Matias, sem a repreensão do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Agora, o jornal Público avança que o processo de inquérito foi aberto na última semana com os votos a favor do PSD, PS, IL e Livre. Só o Chega votou contra.
Além da queixa à CTED, Sousa Real também pediu a Aguiar-Branco que mandasse abrir o inquérito e que, se se viesse a concluir que foi vítima de ofensa, Rita Matias fosse obrigada a pagar-lhe uma indemnização simbólica de 1 cêntimo, escreve o mesmo jornal.
O episódio em questão remonta a 19 de setembro, aquando da votação pelo voto de pesar pela morte de um forcado de 22 anos numa tourada no Campo Pequeno. Sousa Real, líder do PAN (partido que há muito defende o fim do financiamento público das touradas e mesmo a sua abolição), votou contra. Como reação, Rita Matias, na bancada do Chega, respondeu, entre outros apartes, com os seguintes: “Tenha vergonha na cara!”, “Não merece respeito nenhum esta mulher! É asquerosa! Asquerosa!”.
Este é o segundo inquérito à deputada do Chega a decorrer junto da Comissão de Transparência, depois da queixa do Livre sobre a enumeração de nomes estrangeiros de crianças de uma turma do pré-escolar de uma escola de Lisboa.