O novo presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, assumiu esta quarta-feira como prioridade a resolução do problema da falta de um hangar que possa albergar o helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no aeródromo municipal.
Em declarações aos jornalistas no final da primeira reunião do novo executivo, o autarca socialista — que sucedeu a Fernando Ruas (PSD) — garantiu estar a tratar do assunto “com grande responsabilidade e urgência”.
“A Câmara tem como obrigação criar infraestruturas para que o helicóptero do INEM esteja em condições operacionais no aeródromo de Viseu, condições essas que nunca foram feitas. Portanto, agora nós vamos ter de arranjar soluções nos próximos meses“, frisou.
No sábado, o INEM informou que o novo contrato de helitransporte de emergência, adjudicado à empresa maltesa Gulf Med Aviation Services, garante “a disponibilidade permanente” das quatro aeronaves, sediadas nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, “assegurando cobertura aérea em todo o território continental” em regime de “24 horas por dia, sete dias por semana”.
Segundo João Azevedo, havia o compromisso de a autarquia de Viseu “criar condições para ter um hangar e para que o helicóptero estivesse naturalmente abrigado nesse hangar”, mas quando chegou à Câmara verificou que “o processo estava no grau zero”.
O autarca tomou posse ao final da tarde de sexta-feira e, no sábado e no domingo, esteve no aeródromo municipal.
“Já chegámos a algumas conclusões relativamente àquilo que devemos fazer”, disse aos jornalistas, acrescentando que estão a ser avaliadas “todas as possibilidades”, incluindo uma solução provisória.
O facto de não ter havido uma solução “no tempo certo” poderia ter impedido o regresso do helicóptero do INEM a Viseu, referiu João Azevedo, garantindo que o novo executivo vai “tentar recuperar o tempo perdido”.