Os preços voltaram a subir em outubro, mas o crescimento desacelerou. Segundo os dados finais do INE para a inflação do décimo mês do ano, os preços subiram, em termos homólogos, 2,3% em outubro, confirmando a primeira leitura. Em setembro tinham ficado 0,1 pontos percentuais acima.
Com a inflação de outubro apura-se o valor limite da atualização das portagens para 2026. É considerado o valor, em termos homólogos, da inflação sem habitação que ficou nos 2,22%, acrescido de 0,1 pontos pelo travão que foi aplicado em 2023. O que significa que as portagens vão poder aumentar 2,32% em 2026. Com base neste limite, as concessionárias entregam em novembro a sua proposta de atualização das portagens (até 15 de novembro), tendo o Estado 30 dias para responder. O dado agora apurado confirma a projeção inicial divulgada no final de outubro pelo INE.
Preços sobem 2,3% em outubro. Portagens vão poder aumentar 2,3% em 2026
Relativamente à inflação de outubro verifica-se que, em termos homólogos, os preços agrícolas continuam a subir, mas também eles desaceleram. Os produtos alimentares não transformados subiram 6,1%, contra o aumento e 7% em setembro. O que caiu foi mesmo o preço dos produtos energéticos (-1,2%). O que significa que a inflação subjacente (sem os produtos agrícolas e energia) acelerou para 2,1% (contra 2% em setembro).
Em outubro as subidas nos preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (3,5% ainda assim desacelerando face a setembro) e nos restaurantes e hotéis (subida de 6%, também desacelerando). As classes de produtos que puxaram a inflação para baixo foi do vestuário e calçado e das comunicações, que caíram cerca de 1,5% e 3,7% respetivamente.
O índice harmonizado de preços acelerou 2%, contra os 1,9% de setembro, indica o INE. Este indicador é o utilizado nas comparações internacionais.
As rendas, segundo o INE, subiram 5% em outubro, o mesmo aumento de setembro. “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a Madeira registado o aumento mais intenso (7,4%)”, indica o INE.