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As autoridades da Polónia denunciaram dois “atos de sabotagem” no domingo a uma linha ferroviária “crucial” para a entrega de ajuda à Ucrânia. Primeiro, de manhã, os carris perto da localidade de Mika ficaram danificados após uma explosão. Depois, na noite do mesmo dia, danos nos cabos elétricos da linha obrigaram um comboio com 475 passageiros a uma paragem de emergência perto de Pulawy, a menos de 50 quilómetros de distância do primeiro.
A existência de sabotagem tinha sido confirmada pelo primeiro-ministro, Donald Tusk. “Infelizmente, os piores receios confirmaram-se. (…) Uma explosão destruiu a linha férrea”, disse o líder, sublinhando que o incidente ocorreu no troço Varsóvia-Lublin e afetou uma linha de transporte de passageiros.
Os responsáveis serão apanhados “independentemente de quem estiver por trás deles”, disse o primeiro-ministro na rede social X, que classificou o incidente como um “ato de sabotagem sem precedentes”.
Blowing up the rail track on the Warsaw-Lublin route is an unprecedented act of sabotage targeting directly the security of the Polish state and its civilians. This route is also crucially important for delivering aid to Ukraine. We will catch the perpetrators, whoever they are.
— Donald Tusk (@donaldtusk) November 17, 2025
Dois passageiros e vários membros do pessoal da companhia ferroviária seguiam no comboio, mas não há registo de feridos, disseram as autoridades.
Um maquinista na linha relatou irregularidades na via no domingo de manhã. Uma inspeção mais aprofundada determinou que havia danos numa secção da linha perto da localidade Mika, cerca de 100 quilómetros a sudeste de Varsóvia.
Mais tarde, informou o ministro da Administração Interna polaco, Marcin Kierwiński, um comboio que seguia no troço Świnoujście-Rzeszów — na mesma linha do Varsóvia-Lublin — foi forçado a parar devido a danos em cerca de 60 metros nos cabos de fornecimento elétrico da linha. Apesar dos cabos danificados terem partido várias janelas do comboio, também não foram registados quaisquer feridos. O ministro indicou que era muito provável que este caso também fosse um ato de sabotagem.
As autoridades polacas detiveram dezenas de pessoas por suspeita de sabotagem e espionagem desde a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Von der Leyen alerta para “ameaça”. NATO pede “investigação”
Em reação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen advertiu na rede social X que as ameaças à segurança da União Europeia (UE) “são reais e estão a aumentar”, exortando o bloco comunitário europeu a aumentar “urgentemente a capacidade de proteção dos céus e infraestruturas”.
“As ameaças à nossa segurança são reais e estão a aumentar”, escreveu Ursula von der Leyen nas redes sociais, alertando que a UE tem de “aumentar urgentemente a capacidade de proteção dos céus e infraestruturas”.
The threats to our security are real and growing.
Europe must urgently boost capacity to protect our skies and our infrastructure.
Poland is the largest defence spender in Europe. And it will be the biggest beneficiary of the SAFE instrument.
Razem jesteśmy silniejsi. https://t.co/bzHulLpnys
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) November 17, 2025
Já o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu para que se aguarde a investigação das autoridades da Polónia, recusando, por enquanto, apontar quaisquer suspeitos.
“Estamos em contacto estreito com as autoridades polacas, num contacto intenso sobre este assunto”, afirmou Rutte numa conferência de imprensa na sede da NATO, em Bruxelas, após uma reunião com o Presidente finlandês, Alexander Stubb.
Atualizado às 18h48 com informações sobre o segundo incidente e as reações internacionais