O Papa Leão XIV está desde quinta-feira em Istambul onde, este sábado, visitou a Mesquita Azul, mas, pela primeira vez no seu pontificado, não parou para rezar como fizeram os seus antecessores.
Enquanto cumpre os seus compromissos, um técnico foi enviado pela Airbus até Istambul para resolver o problema técnico detetado pela empresa em 6.000 aviões incluindo o avião ao serviço do Papa, um Airbus 320 da companhia italiana ITA Airways.
Segundo informou a Santa Sé, “um componente do avião e o técnico que o substituirá” estavam a caminho de Istambul para resolver o problema, que foi resolvido horas depois. A resolução passava pela atualização de um software do programa de voo, que demora cerca de três horas. Ao El País, fontes do Vaticano confirmaram que se tratava de trocar um monitor, dentro das intervenções que a empresa está a realizar em aeronaves de companhias de todo o mundo.
O problema foi resolvido no início da tarde permitindo que o Papa Leão XIV continue a sua viagem. Este domingo seguirá para Beirute.
Sobre a sua visita a Istambul, o muezim da Mesquita Azul, Askin Musa Tunca, que acompanhou Leão XIV neste terceiro dia de visita à Turquia, explicou à imprensa que inicialmente lhe disseram que o Papa iria rezar ali, mas quando lhe perguntou se queria ter um “momento de louvor”, o pontífice respondeu que “não, que só queria visitá-la”.
O Papa norte-americano foi acompanhado por Ali Erbas, presidente da Direção de Assuntos Religiosos (Diyanet), tornando-se assim o quarto Papa a entrar numa mesquita e o terceiro a visitar a de Sultan Ahmed, onde também estiveram Bento XVI e Francisco.
Esperava-se um momento de recolhimento silencioso olhando para Meca, como fizeram tanto Bento XVI como Francisco, mas Leão XIV decidiu não o fazer, apesar do convite. “Foi-lhe explicado que esta era a casa de Alá e que poderia ter um momento de louvor”, mas respondeu que “estava bem assim” e circulou pela mesquita durante 20 minutos enquanto ouvia as explicações do muezim, que guia a oração.
Como manda a cultura islâmica, Leão XIV teve de tirar os sapatos para entrar e, depois, admirou as cores das abóbadas do Sultão Ahmed.