Numa altura em que a temática das arbitragens estão, quase como nunca, na ordem mediática, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) voltou a exigir alterações regulamentares e promete ser mais assertiva no que respeita aos protestos dos árbitros. De recordar que, há cerca de um mês, na 11.ª jornada da Segunda Liga, teve início um protesto que se tem repercutido ao longo das últimas semanas, com as equipas de arbitragem a entrarem sozinhas em campo, sem a habitual presença dos 22 jogadores.

Num comunicado intitulado de “cartão vermelho à violência verbal”, a APAF recorda a reunião que teve com a Liga Portugal, que foi representada pelo presidente Reinaldo Teixeira, no dia 12 de novembro, e que visou “apresentar um conjunto de propostas de alterações regulamentares” que a associação pretende ver “implementadas já esta época”. “Atendendo à resposta da Liga Portugal, que consideramos não satisfazer as pretensões apresentadas, anunciamos que os árbitros vão manter e intensificar as ações de protesto, até que sejam implementadas medidas objetivas e eficazes de forma a garantir o respeito, a segurança e a dignidade do exercício da função de arbitrar. Consideramos avançar para uma paragem total dos árbitros, caso nada seja feito, em tempo útil, em relação às nossas propostas”, prossegue a nota da APAF.

“Exigimos que este tema seja finalmente encarado com a seriedade e profundidade que merece e que seja devidamente debatido na Liga Portugal, tanto em sede de Assembleia Geral como na Cimeira de Presidentes, marcada para o próximo dia 4 de dezembro [esta quinta-feira]. É fundamental que as alterações regulamentares e disciplinares estejam, de forma clara, em cima da mesa, e que exista uma verdadeira vontade de ajustar o regulamento em benefício das competições. A APAF e os árbitros registam o compromisso do Conselho de Arbitragem da FPF, que se mantém empenhado em assegurar as melhores condições para o desempenho da função de arbitrar”, diz a APAF, dando conta que Pedro Proença está “comprometido” em “ratificar, de imediato, as alterações regulamentares, depois de aprovadas pela Liga Portugal”.

Por fim, a APAF recorda que “este não é um assunto exclusivo dos árbitros do quadro das competições profissionais”. “O clima instalado está também a refletir-se nos árbitros das restantes competições, nacionais e distritais, em todos os escalões, com especial incidência na falta de segurança, tema que deve merecer a melhor atenção das entidades competentes. Porque todos queremos e merecemos um desporto mais saudável”, concluiu a associação, que lembrou que “o clima instalado” também se “reflete nos árbitros das restantes competições, nacionais e distritais, em todos os escalões”, onde a “falta de segurança” tem “especial incidência”.