Esta quinta-feira foi dia de duelo nacional em Old Trafford. No encerramento da 14.ª jornada da Premier League, o Manchester United recebeu o West Ham, num confronto que juntou Ruben Amorim, Diogo Dalot, Bruno Fernandes, Nuno Espírito Santo e Mateus Fernandes. Para lá do fator Portugal no duelo desta quinta-feira, o jogo opôs duas equipas em situações distintas, com os red devils a ascenderem ao quarto lugar em casa de vitória, ao passo que os hammers lutavam para fugir aos lugares de despromoção.

Capitão Bruno comandou a revolta dos proscritos do general Amorim: United vence Palace e sobe ao 6.º lugar

“Não tinha dúvidas de que ele [Espírito Santo] teria sucesso. Independentemente do clube, ele é muito experiente. Ele sabe como trabalhar com diferentes equipas. Ele entende muito bem a Liga e isso é uma vantagem quando se é treinador. Sabemos que vai ser difícil. Ele é muito inteligente na preparação dos jogos, entende o ambiente do jogo, quem tem mais responsabilidade e todas essas coisas em torno do jogo. Ele é muito bom nisso. É claro que a preparação é sobre o adversário, mas estou realmente focado no que precisamos de fazer, no que precisamos de melhorar, especialmente se olharmos para o nosso primeiro tempo contra o Crystal Palace. Portanto, vai ser um jogo difícil. Acho que nos devemos apoiar uns aos outros porque, no final das contas, temos os nossos amigos, temos o nosso clube, mas somos os rapazes que podem mudar tudo. Acho que eles estão lentamente a entender isso”, assumiu Ruben Amorim.

“Penso que eles são uma boa equipa. Estão a jogar bem de momento. Deu para ver isso no último jogo deles contra o Crystal Palace, no qual competiram muito bem e conseguiram um bom resultado. Esperamos um adversário difícil, cheio de jogadores talentosos. A melhoria do Man. United está à vista de todos. O Ruben e eu somos ambos portugueses e já nos encontrámos várias vezes. Na quinta-feira vamos estar em lados diferentes, mas sinto muito respeito por ele e somos companheiros no trabalho que fazemos. Foi um jogo difícil contra o Liverpool, mas conseguimos competir bem durante longos períodos. Infelizmente não conseguimos o resultado que queríamos, mas a sensação foi que competimos até ao último minuto. Acho que jogámos bem ofensivamente, mas precisávamos de tomar melhores decisões no último terço. A precisão dos nossos passes, remates e combinações simplesmente não existiu”, explicou Nuno Espírito Santo.

Matheus Cunha recuperou dos problemas físicos que o assolavam nos últimos dias e foi a grande novidade de Ruben Amorim, juntando-se a Bryan Mbeumo e Joshua Zirkzee no ataque do Man. United. Bruno Fernandes e Diogo Dalot continuaram no onze, à semelhança do “menino” Ayden Heaven. Já Nuno Espírito Santo não contou com Lucas Paquetá, que foi expulso frente ao Liverpool depois de ter visto dois amarelos no mesmo lance. Para o seu lugar entrou Mateus Fernandes, que jogou ao lado de Soungoutou Magassa e Freddie Potts.

Frente a um adversário frente ao qual colecionou quatro derrotas nos últimos cinco jogos, com uma vitória pelo meio, o Man. United assumiu os comandos do jogo desde o início, mas a primeira ocasião de perigo pertenceu ao West Ham que, num contra-ataque, desequilibrou pela direita e viu Mateus rematar para um grande corte de Casemiro (6′). Com o passar dos minutos, os red devils começaram a crescer e, na sequência de um canto de Mbeumo, Bruno devolveu para o camaronês que, com um cruzamento-remate, obrigou Alphonse Areola a aplicar-se (24′). Pouco depois, Amad Diallo arrancou pela direita e cruzou para o remate de Zirkzee, com Aaron Wan-Bissaka a impedir o golo da sua antiga equipa com um corte em cima da linha de baliza. Na recarga, o médio português desferiu um remate acrobático que passou perto do golo (28′). Na resposta, Jarrod Bowen rompeu a defesa e atirou para defesa de Senne Lammens (35′).

Na etapa complementar, Leny Yoro rendeu de imediato Ayden Heaven, que tinha amarelo, e o Man. United voltou a entrar melhor e, num canto estudado de Bruno Fernandes, Mbeumo atirou contra um defesa e, na recarga, Luke Shaw rematou por cima (56′). Na resposta, Magassa subiu à área e atirou cruzado à malha lateral (57′) e, no lance seguinte, Diogo Dalot apareceu no centro da área a aproveitar um ressalto para encostar para o seu primeiro golo na presente temporada (58′). Já com Patrick Dorgu no lugar do autor do golo, Bowen voltou a aparecer no contra-ataque e deixou para Potts que, em zona central, atirou para um grande corte de Casemiro (70′). Pouco depois, Bruno lançou Mbeumo, este deambulou para o meio, caiu na área e, na sequência do lance, Matheus Cunha atirou ao lado, com a bola a desviar na defesa (73′).

Para a reta final do jogo, Manuel Ugarte rendeu Matheus Cunha e Mason Mount Joshua Zirkzee e, numa jogada de insistência num canto, Magassa acabou por empatar, já depois de Noussair Mazraoui ter impedido o golo de Bowen em cima da linha (84′). Nos últimos minutos, o Man. United ainda carregou em busca da vitória, mas saiu de Old Trafford com o empate (1-1).