A antiga socialite britânica Ghislaine Maxwell, cúmplice e ex-namorada do magnata Jeffrey Epstein que se encontra a cumprir 20 anos de prisão pelo crime de tráfico sexual de menores, vai voltar a pedir a sua libertação, noticia a CNN, menos de dois meses depois de o Supremo Tribunal dos EUA ter rejeitado o último recurso disponível e tornado definitiva a pena de Maxwell.
Desta vez, Maxwell planeia apresentar formalmente um pedido de habeas corpus e, de acordo com o seu advogado, David Oscar Markus, a ex-namorada de Epstein tenciona representar-se a si própria perante o tribunal.
Segundo um documento enviado ao tribunal por Markus, a informação de que Maxwell pretende apresentar um pedido de habeas corpus foi prestada em resposta ao pedido do Departamento da Justiça para tornar públicos documentos relacionados com o caso — como tem acontecido nas últimas semanas com documentos relacionados com o caso de Epstein.
Maxwell alega que a divulgação de materiais do seu caso que incluem alegações “não provadas” vai prejudicar a sua defesa numa eventual repetição do julgamento caso o pedido seja aprovado. Ainda assim, o advogado não esclareceu os motivos que Maxwell vai alegar para justificar o pedido.
A ex-namorada do magnata e criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, encontra-se presa numa prisão de segurança mínima no estado do Texas, onde tem recebido vários privilégios e onde se encontra a preparar uma candidatura à comutação da sua pena através de um eventual perdão presidencial assinado por Donald Trump.