Um ataque da junta militar do Myanmar a um hospital no município de Mrauk U, no estado de Rakhineem, fez pelo menos 34 mortos, deixando mais de 70 pessoas feridas. Um dos grupos rebeldes que lutam contra quem governa, o Exército de Arakan, avança que a infraestrutura foi atingida na noite de quarta-feira por um avião militar, que terá despejado bombas sobre o local.
Na rede social X, Khine Thu Kha, porta-voz do exército Arakan, avançou que cerca de dez doentes que recebiam tratamento morreram no local. O ataque deixou o hospital em ruínas, com telhados, camas e equipamentos devastados.
???? #BreakingNews – Airstrike on Mrauk-U Hospital
On December 10, 2025, at approximately 9:13 p.m., the People’s Hospital in Mrauk-U, Arakan State, was struck by an airstrike carried out by the Myanmar junta’s air force.
Preliminary information indicates that around ten patients… pic.twitter.com/FTm4Sx4UtQ— Khine Thu Kha (@KhineThuKha) December 10, 2025
À Reuters, Thu Kha justificou o elevado número de vítimas com o facto de o ataque ter incidido diretamente sobre o hospital, deixando-o “completamente destruído”.
Nas redes sociais, multiplicam-se as reações e as partilhas de imagens sobre o ataque, como é o caso do Committee Representing Pyidaungsu Hluttaw (CRPH), um corpo legislativo, formado por parlamentares destituídos pelo golpe militar de 2021, que condenou e lamentou o caso, apelidando-o de “desumano”.
On the night of December 10 – the International Human Rights Day, the brutal military junta dropped two 500-pound #bombs from a fighter jet on a Public #Hospital providing medical care to civilians in Mrauk-U Township, #Rakhine State, killing 33 civilians. Sources say that many… pic.twitter.com/6aWeEaZCCl
— CRPH Myanmar (@CrphMyanmar) December 11, 2025
Este ataque ocorre num período em que a junta militar tem intensificado as suas ações com vários ataques, antevendo as eleições marcadas para 28 de dezembro. O país tem sido palco de uma guerra civil desde fevereiro de 2021, altura em que ocorreu um golpe de estado, que colocou os militares na liderança e pôs fim a uma década de poder civil.