O regresso à Europa serviu para o Liverpool dar um ténue pontapé na crise. Depois de ter somado mais dois empates na Premier League, os reds voltaram a bitola para as provas europeias e, na deslocação a casa do candidato Inter Milão, venceram pela margem mínima (1-0). Fora dessa partida ficou Mohamed Salah que, na última semana, criticou publicamente as opções do treinador Arne Slot. Como sinal de resposta, o neerlandês decidiu não convocar o egípcio e, mesmo sem ter um dos seus jogadores mais influentes dos últimos anos, o campeão inglês respondeu da melhor forma possível: a ganhar. Ainda assim, a polémica desvaneceu-se antes de mais uma jornada do Campeonato inglês, com Slot a confirmar o regresso de Salah.

Slot pôs a moeda na equipa e saiu de Milão como um Faraó: Liverpool vence em Milão no meio da crise Salah (e de resultados)

“Decidimos como clube e eu participei nessa decisão. Estou sempre em contacto com eles [o diretor-desportivo Richard Hughes e o diretor-executivo Michael Edwards], mas quando se trata de tomar decisões sobre o onze ou o plantel, deixam isso ao meu critério. Isso não quer dizer que não fale com eles. A decisão de utilizar um jogador ou tê-lo no plantel é inteiramente minha. Não tenho motivos para não querer que Salah fique. O Liverpool ganhou muitos jogos com ele. Brighton? Vamos ter uma conversa e o que sair daí irá determinar se será convocado. Será útil, nas próximas semanas, não jogarmos tantos jogos como tivemos até agora. Gostaria de saber se há mais equipas que tenham jogado três partidas em sete dias esta temporada. Nós já tivemos que o fazer esta época três vezes”, explicou Slot na antevisão ao duelo com o Brighton, em Anfield.

Numa altura em que Yan Diomande, jovem que tem despontado no RB Leipzig e na Bundesliga, foi colocado no radar do Liverpool pela imprensa inglesa, que diz que o clube estará disposto a chegar aos 100 milhões de euros pelo avançado da Costa do Marfim, Mo Salah voltou às opções de Arne Slot, começando no… banco. Assim, Hugo Ekitiké, Florian Wirtz e Dominik Szoboszlai atuaram no ataque.  Sem Conor Bradley, que atingiu os cinco amarelos, Joe Gomez manteve-se no lado direito da defesa.

Os reds entraram no jogo a todo o gás e, com apenas 46 segundos, colocaram-se em vantagem, com Gomez a aproveitar um corte defeituoso da defesa do Brighton para servir Ekitiké que, dentro da área, atirou forte para o fundo da baliza (1′). A partir daí, os seagulls esboçaram a sua reação, com Yankuba Minteh a atirar ao lado numa primeira instância (12′) e Diego Gómez a obrigar Alisson Becker a uma excelente intervenção para segurar o empate (14′). No lance seguinte, Joe Gomez voltou a servir Hugo Ekitiké que, com tudo para bisar, rematou por cima (15′). Cumprido mais um momento de homenagem a Diogo Jota ao minuto 20, o lateral lesionou-se e foi de imediato rendido por Mo Salah, que foi brindado por um grande aplauso dos adeptos. Ainda assim, o resultado manteve-se para a segunda parte.

Na etapa complementar, Diego Gómez voltou a ter nos pés a hipótese de empatar, mas falhou novamente o alvo (50′). Pouco depois, Salah cobrou um canto na direita para a zona do segundo poste, onde Hugo Ekitiké saltou mais alto e cabeceou para o segundo golo do Liverpool (60′). Com o resultado consumado, os dois treinadores entraram em ritmo de gestão e só no último minuto do tempo regulamentar o Brighton ameaçou reentrar na disputa, com Ferdi Kadioglu a desferir um remate em arco que saiu perto do poste (90′). Na reação, Federico Chiesa ganhou espaço dentro da área e ofereceu o remate a Salah que, ao segundo poste, atirou de primeira por cima (90+2′). Com este resultado (2-0), o Liverpool voltou às vitórias na Premier League e subiu, à condição, ao sexto lugar, com os mesmos 26 pontos do Crystal Palace.