O marido da mulher brasileira que desapareceu há mais de uma semana em Portugal disse que está a procurar ajuda das autoridades portuguesas e brasileiras para encontrar Lucinete Freitas, mas lamentou que o processo está a ser lento. “É tudo muito protocolar, mas é de uma vida que estamos falando. Só espero que esteja bem, viva”, afirmou.
O homem disse ao jornal Globo que pediu ajuda à Polícia de Segurança Pública, ao consulado e à embaixada do Brasil em Lisboa. José Teodoro, de 41 anos, explicou também que está a tentar viajar para o país para colaborar com a investigação.
O brasileiro revelou que pediu um visto com a mulher, mas que apenas o dela foi autorizado. Lucinete Freitas arranjou trabalho, como ama, e vivia na Amadora.
“O [meu] visto foi recusado por problemas de hospedagem, segundo eles. Mas o dela passou. As leis anti-imigração mudaram o visto só para trabalhadores qualificados. Não pude dar entrada”, disse ao jornal Globo.
José Teodoro, de 41 anos e formado em tecnologia de informação e logística, explicou que desde então tem tentado entrar com um visto de estudante, uma vez que que conseguiu matrícula num curso profissional. “Estou fazendo todos os caminhos corretos, mas é desesperador”, admitiu.
O brasileiro esteve na segunda-feira no consulado de Fortaleza para tentar tratar do passaporte rapidamente e poder viajar para Portugal. “Fui ver se liberavam meu passaporte para eu viajar correndo. Responderam que liberam, mas tenho que comprovar passagem, que ainda não comprei porque é um recurso caro”, afirmou.
O homem, que ficou em Fortaleza com o filho adolescente, disse ao Globo que planeava juntar-se à mulher em Portugal no início do próximo ano. Achava que Lucinete Freitas estaria mais segura em território português do que no Brasil: “Era mais arriscado eu aqui levar um tiro que ela desaparecer lá. Nunca imaginei, achava que estava em segurança”.
A última vez que José Teodoro falou com a mulher foi um dia antes de esta desaparecer. O homem já tinha dito à imprensa brasileira que o último contacto aconteceu por volta das 22h30 (19h30 no Brasil). Nessa conversa escrita, Lucinete disse que ia viajar para o Algarve, supostamente acompanhada por uma amiga. “Falei com a minha mulher pela última vez na sexta-feira, dia 5. Em Portugal já era noite. A partir daí não faço ideia do que possa ter acontecido”, apontou.
De acordo com o jornal Metrópoles, foram os patrões de Lucinete Freitas que apresentaram queixa do desaparecimento numa esquadra da PSP. Denunciaram a situação depois de a mulher ter deixado de comparecer no trabalho, deixando de atender às chamadas e de responder às mensagens que enviaram.