“O primeiro jogo deste desafio, no primeiro dia, foi contra o Aston Villa fora de portas. O Manchester United volta a jogar contra eles hoje [domingo], no 442.º dia do desafio, e infelizmente começamos da mesma forma: zero em cinco! Esperemos que este seja finalmente o início da nossa sequência de vitórias.”
This is Frank Ilett.
The guy that said he will not cut his hair until Manchester United win 5 games in a row
Is over a year now pic.twitter.com/oZno2qJAmr— Goodnationz (@Goodnationz) December 16, 2025
Para qualquer adepto dos red devils com menos fé (e são cada vez mais, acrescente-se), abrir o Instagram em dia de jogo e passar pela página do Frank Ilett era como uma lufada de ar fresco. Primeiro, certo, vinha essa parte do “susto” – comparar aquela cabeça a pente 2 do jovem inglês há mais de um ano e olhar agora para a juba que quase lhe tapa os óculos é daquelas imagens de marca que ninguém gostaria de ter. Contudo, uma aposta é uma aposta e essa ideia que outrora parecia ser a coisa mais fácil do mundo para uma equipa como o Manchester United de conseguir uma série de cinco vitórias consecutivas tornou-se um obstáculo hercúleo de ultrapassar. Agora, a senda começava com grau de dificuldade 4,5 em cinco na Premier, com uma deslocação a Birmingham para defrontar um Aston Villa que levava… com nove triunfos seguidos.
Manchester United were ???????????????? close to losing at home to Bournemouth for a third consecutive PL season ???? pic.twitter.com/686f9TMWoL
— B/R Football (@brfootball) December 15, 2025
O ponto de partida tinha aspetos positivos mas outro negativo que fazia toda a diferença. Expliquemos: com o passar das semanas, o Manchester United foi ganhando alguma consistência (possível) de resultados, tendo apenas sofrido uma derrota nos últimos dez jogos. O problema era que, da mesma forma como se tornara complicado bater os red devils, também era tão ou mais complicado ganhar jogos. A última receção em Old Trafford ao Bournemouth foi um exemplo paradigmático disso mesmo, com um encontro de loucos com vantagens de desvantagens que terminou com novo morrer na praia num empate a quatro que voltou a impedir que a equipa subisse aos lugares com acesso à Liga dos Campeões como há muito não acontece.
“Quem segue o Manchester United como eu sigo a Premier há muito tempo sabe que [no clube] não há só a obrigação de vencer jogos. A maneira como os tentamos vencer também é importante para os adeptos. Claro que estão desesperados por uma vitória mas sinto que também estão desesperados para se sentirem inspirados quando vêm a Old Trafford. Hoje foi [uma exibição] inspiradora mas também devido ao Bournemouth. No final, fica a sensação de frustração por não garantir a vitória”, assumira Ruben Amorim após essa igualdade, antes do “adeus” provisório a unidades como Bryan Mbeumo ou Amad Diallo.
???????? Rúben Amorim on January signings: “We will only try to bring players that we think are going to be the FUTURE”.
“No signings to cope with the losses of the AFCON… we will try to bring now and in July players that are perfect for our future. Long term signings”. ???? pic.twitter.com/LqjDBlMZhk
— Fabrizio Romano (@FabrizioRomano) December 21, 2025
“Agora, tudo pode acontecer. O Aston Villa tem um treinador com muita experiência. Quando os vemos jogar, percebemos que é uma equipa muito madura. Não entra em pânico quando está a perder, não se sente demasiado entusiasmada quando está a vencer. Controlam as emoções durante todo o jogo. São uma equipa muito forte. Se vão lutar até ao fim [pelo título] não sei, mas são capazes disso… Olhámos para o jogo com o Bournemouth e podemos evitar aqueles golos [sofridos]. Foram muitas transições. Temos de dar tudo quando estamos a defender e às vezes não estamos a fazê-lo. É preciso trabalhar em alguns detalhes porque isso faz a diferença”, apontara o técnico português antes do encontro frente ao “favorito” Aston Villa. Mais uma vez, foi isso que fez mesmo a diferença mas da pior forma, com mais uma noite em que os poucos erros foram punidos sem piedade por dois grandes golos de Morgan Rogers e em que Bruno Fernandes saiu lesionado ao intervalo com um desconforto muscular na coxa que pode adensar ainda mais os problemas.
Bruno Fernandes [12] is the only midfielder with more goal and assists in the 25/26 Premier League than Morgan Rogers [10] pic.twitter.com/rnRJr7Xdmv
— EchoStats (@echo9stats) December 21, 2025
Sem a presença do castigado Casemiro e do lesionado Mainoo, além de Mazraoui, Amad Diallo e Mbeumo na CAN, Ruben Amorim surpreendeu com o regresso de Manu Ugarte à equipa inicial no meio-campo ao lado de Bruno Fernandes e até teve o primeiro remate perigoso do jogo, com Matheus Cunha a aproveitar uma boa combinação ofensiva para rematar perto do poste da baliza de Martínez (3′). A resposta não demorou e chegou em dose tripla: Heaven teve um corte fundamental quando Ollie Watkins se preparava para o remate final na área (4′), Lammens fez uma grande defesa a uma tentativa de McGinn numa saída rápida após perda de bola de Ugarte em zona proibida (7′) e Maatsen atirou perto do alvo na sequência do canto (8′). O ritmo iria depois cair muito por culpa da estratégia dos visitantes mas as ameaças já tinham sido deixadas.
Matheus Cunha fica muito perto de fazer o primeiro ????#DAZNPremier pic.twitter.com/xrZpOaD5O3
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) December 21, 2025
Emi Martínez nega Šeško que fica perto de abrir o marcador para os Red Devils ????❌#DAZNPremier pic.twitter.com/mQuMjIST5c
— DAZN Portugal (@DAZNPortugal) December 21, 2025
Aos poucos, o Manchester United percebia os melhores terrenos para pisar no Villa Park. Sesko, após um grande passe de pé esquerdo de Bruno Fernandes que seria para Matheus Cunha mas que acabou nos pés do esloveno, teve uma grande oportunidade para inaugurar o marcador mas Martínez saiu da baliza e fez bem a “mancha” (21′), antes de novo passe de Matheus Cunha para a desmarcação de rutura que teve um toque com força a mais do avançado e anulou outra chance prometedora (25′). A tal consistência pedida por Amorim surgia mesmo com metros a menos na frente em relação ao desejável mas tudo ruiu nos últimos minutos da primeira parte… com tempo para “remediar”: Morgan Rogers inaugurou o marcador com um remate fantástico ao ângulo após uma diagonal da esquerda para o meio (45′), Matheus Cunha fez o empate na sequência de uma recuperação em zona alta de Dorgu após um erro de Matty Cash (45+3′).
Golo da jornada? Morgan Rogers ????
???????????????????????????? @PremierLeague | @AVFCOfficial 1 x 0 @ManUtd
???? Adere já e aproveita ???? ???????????????????? ???????????? ????????% ???????? ???????????????????????????????? ???? https://t.co/GDPTC32t4i #DAZNPremier pic.twitter.com/G1VyXXKubJ
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Matheus Cunha marca e o jogo vai empatado para o intervalo ????????
???????????????????????????? @PremierLeague | @AVFCOfficial 1 x 1 @ManUtd
???? Adere já e aproveita ???? ???????????????????? ???????????? ????????% ???????? ???????????????????????????????? ???? https://t.co/GDPTC330TQ #DAZNPremier pic.twitter.com/azsVWA6fQq
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A primeira parte terminava em grande para o United, o regresso aos balneários trouxe a pior das notícias: Bruno Fernandes, que tinha terminado com queixas na coxa direita, teve mesmo de ser substituído e deu lugar a Lisandro Martínez, que ocupou uma posição mais no corredor central ao pé de Ugarte com Mason Mount a fazer o papel do capitão e Matheus Cunha e Sesko a ficarem na frente. A entrada voltou a ser boa, neutralizando as saídas dos villains em transição e tendo dois remates com perigo ao lado de Mason Mount (52′) e Lisandro Martínez (56′), a consolidação desse recomeço nem por isso e, na primeira oportunidade do segundo tempo, Morgan Rogers voltou a aproveitar a passividade de Yoro para bisar para o 2-1 (57′).
Morgan Rogers não sabe marcar golos maus ????????♂️
???????????????????????????? @PremierLeague | @AVFCOfficial 2 x 1 @ManUtd
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Um mês depois, o United voltava a correr o risco de perder na Premier League apesar da boa reação quase de imediato da equipa, com Diogo Dalot a ter um remate de pé esquerdo para defesa apertada de Martínez (61′) antes de um cabeceamento sozinho à entrada da pequena área de Matheus Cunha que passou ao lado perante os protestos do guarda-redes argentino com os companheiros de equipa (66′). No entanto, e ao contrário de outras ocasiões, Ruben Amorim tinha Zirkzee no banco e foi obrigado depois a lançar jovens jogadores como Jack Fletcher ou Shea Lacey, que pouco ou nada conseguiram acrescentar para o desejado golo que evitasse uma derrota que deixou os red devils no sétimo lugar e colocou o Aston Villa em terceiro a um ponto do Manchester City e a três do líder Arsenal numa série de dez triunfos em todas as provas.