A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, voltou a rejeitar demitir-se do cargo, após as mortes resultantes dos elevados tempos de espera do INEM esta semana. “Não pedi, nem pedirei para sair do Governo”, frisou.

Em declarações à edição desta quinta-feira do seminário Expresso, depois de ter sido conhecida a segunda morte alegadamente em consequência dos tempos de espera do INEM, Ana Paula Martins parece fazer depender a saída do Governo por uma decisão do primeiro-ministro, Luís Montenegro: “Naturalmente, [saio] quando o primeiro-ministro assim o decidir”.

Mas o chefe do executivo segurou esta quinta-feira a governante no cargo. No debate quinzenal na Assembleia da República, Luís Montenegro disse que “os problemas da saúde não se resolvem com demissões nem com jogadas políticas e politico-partidárias”.

“Resolvem-se com convicção, com competência, com insistência, com resiliência, e é para isso que este Governo, este primeiro-ministro e a ministra da Saúde estão no Governo e vão continuar no Governo”, declarou Luís Montenegro, num resposta aos partidos da oposição, muitos dos quais exigiram esta quinta-feira a demissão de Ana Paula Martins.