O Ministério Público abriu inquérito à morte de cerca de 20 milhafres-reais na Guarda, investigando em colaboração com a GNR e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), confirmou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Questionada pela Lusa, a PGR confirmou a abertura do inquérito, tutelado pelo Ministério Público (MP) de Almeida, distrito da Guarda, e conta com “a coadjuvação da GNR, Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente e a colaboração do ICNF, IP, em execução do protocolo de atuação do Programa Antídoto”.

Cerca de 20 milhafres-reais encontrados mortos em Leomil, na Guarda

Cerca de 20 milhafres-reais foram encontrados mortos a 12 de janeiro em Leomil, perto de Almeida, decorrendo agora trabalhos periciais pelo ICNF e pela Guarda Nacional Republicana (GNR).

“Estão em curso os procedimentos previstos em situações como a presente. Assim que sejam conhecidos os resultados das análises forenses às provas e indícios recolhidos no local o ICNF tomará, no âmbito das suas competências, as providências que venham a revelar-se necessárias“, segundo um comunicado divulgado na passada semana pelo ICNF.

O milhafre-real é uma ave de rapina das mais ameaçadas de extinção na península Ibérica, sendo costume avistá-la no interior norte português. Entre novembro e fevereiro, estes animais recebem a companhia de similares da Europa central e do norte, nidificando, pela primavera, mais a sul.

A denúncia da situação das duas dezenas de especímenes mortos foi recebida pelo ICNF na tarde de 12 de janeiro.