O Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a usar a sua rede social, a Truth Social, para anunciar um novo aumento de tarifas. Desta vez, o país visado é a Coreia do Sul, com quem havia sido acordado um pacto tarifário em julho do ano passado mas que ainda não foi ratificado no parlamento.
“Os nossos acordos comerciais são muito importantes para a América. Em cada um destes acordos, agimos rapidamente para reduzir as nossas tarifas em linha com acordado. Esperamos, claro, que os nossos parceiros comerciais façam o mesmo”, afirmou Trump, tendo acusado diretamente a “legislatura da Coreia do Sul” de não estar “a cumprir o acordo com os Estados Unidos”
“O Presidente Lee [Jae-myung] e eu chegámos a um grande acordo para ambos os países a 30 de julho de 2025 e reafirmámos esses termos enquanto eu estive na Coreia em 29 de outubro de 2025. Por que é que a legislatura coreana não o aprovou?”, escreveu Trump. Na altura em que o pacto foi assinado, o Presidente dos EUA tinha definido um prazo fixo de 1 de agosto para os países negociarem um acordo especial, caso contrário as tarifas tabeladas seriam aplicadas.
Devido a esta falta de apoio dos parlamentares, Donald Trump anunciou na publicação que iria “aumentar as tarifas sul-coreanas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todas as outras tarifas recíprocas, de 15% para 25%”.
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Na altura, Trump tinha referido que o acordo seria que “a Coreia do Sul daria aos Estados Unidos 350 mil milhões de dólares para investimentos de propriedade e controlados pelos EUA” selecionados pelo próprio Presidente. Porém, em setembro, o conselheiro de Segurança Nacional, Wi Sung-lac, avisou que o país não iria aguentar.
“A posição de que estamos a falar não é uma tática de negociação, mas sim, objetiva e realisticamente, um nível que não somos capazes de lidar”, disse Sung-lac, que insistiu que não conseguiam pagar a quantia pedida “em dinheiro vivo”.