O Presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou esta terça-feira o apoio à ONU, declarando esperar que Pequim e Helsínquia possam trabalhar em conjunto por uma ordem mundial baseada naquele organismo, durante um encontro com o primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo.
“A China está disposta a trabalhar com a Finlândia para apoiar firmemente o sistema internacional do qual as Nações Unidas são o pilar”, afirmou Xi, uma declaração que surge quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta criar uma nova instituição internacional multilateral que ele próprio designou como “Conselho da Paz”.
Xi Jinping recebeu esta terça-feira, no Grande Palácio do Povo, Petteri Orpo, que iniciou uma visita oficial de quatro dias à China.
O líder chinês também se prepara para reunir-se com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que iniciou na segunda-feira uma viagem à China e ao Japão, segundo Downing Street.
Embora a China tenha sido convidada pelos Estados Unidos a participar neste “Conselho da Paz”, que visa trabalhar na resolução de conflitos no mundo e é amplamente visto como concorrente da ONU, Pequim evitou até agora dizer se aceita ou não o convite.
Xi Jinping também já tinha apelado ao Brasil na semana passada para que defenda, em conjunto com a China, “o papel central” das Nações Unidas no sistema internacional, durante uma entrevista com o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Orpo sublinhou o interesse de conversar com Xi Jinping sobre “questões internacionais” e assuntos relacionados com a “cooperação bilateral”. Os dois países continuam divididos em questões sensíveis, como a invasão russa da Ucrânia e a luta de interesses das grandes potências na região ártica.
O ministro finlandês da Defesa, Antti Hakkanen, acusou em novembro a China de estar a financiar “massivamente o esforço de guerra da Rússia” na Ucrânia. Por outro lado, um mês antes, Trump anunciou um projeto de construção com a Finlância de 11 navios quebra-gelo, durante uma visita do homólogo finlandês Alexander Stubb à Casa Branca, num sinal do reforço da presença norte-americana no Ártico, onde disputa a sua influência com a Rússia e a China.