O Labour Together, um thinktank britânico para debater ideias para o partido Trabalhista, pagou pelo menos 30 mil libras (34,6 mil euros) para investigar os jornalistas de vário meios de comunicação social ingleses.
A informação foi avançada primeiro pelo site de investigação Democracy for Sale e confirmada depois por jornais como o Guardian ou o The Times, cujos jornalistas também terão sido investigados.
O Labour Together foi gerido por Morgan McSweeney entre 2017 e 2020. Atualmente, McSweeney é chefe de gabinete de Keir Starmer, o atual chefe do governo britânico. É atribuída ao thinktank parte da responsabilidade de ter elevado Starmer até ao cargo de primeiro-ministro.
Depois de McSweeney, a liderança do thinktank passou a ser de Josh Simons, que atualmente é deputado do partido Trabalhista, eleito por Makerfield, na área de Grande Manchester.
De acordo com os jornais ingleses, o thinktank terá contratado uma empresa de relações públicas para recolher informação sobre vários jornalistas que escreviam sobre o financiamento do grupo. Os jornais referem que foi contratada a APCO Worldwide, para tentar identificar as fontes dos jornalistas. A firma terá sido contratada em 2023, já quando Josh Simons estava na liderança.
A informação terá chegado pessoalmente a Josh Simons, escreve o Guardian.
Em novembro de 2023, o Sunday Times publicou uma investigação sobre o thinktank, na qual se alegava que Morgan McSweeney não teria declarado a origem do financiamento do grupo. Na altura, foi escrito que McSweeney não teria declarado cerca de 730 mil libras de donativos, o equivalente a 840.900 euros.
O chefe de gabinete de Keir Starmer está debaixo de fogo. Ao longo desta semana, foi conhecido que terá tido um papel fundamental na ligação entre Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos EUA, e Keir Starmer. Mandelson foi afastado do cargo devido à ligação a Jeffrey Epstein. Segundo os jornais britânicos, terá sido McSweeney a fazer pressão a Starmer para que desse o aval à nomeação de Mandelson.
Esta semana foi conhecido que a Polícia Metropolitana abriu uma investigação criminal a Peter Mandelson por passar informações privilegiadas a Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual.
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