Ainda não deu para espantar o fantasma, mas não foi tão mau como chegou a parecer. O Sporting continua sem conseguir vencer o FC Porto no Dragão para o Campeonato, prolongando agora a seca de vitórias na Invicta por 10 anos, já que o último triunfo foi já em 2015/16 e pela mão de Jorge Jesus. Ainda assim, os leões resgataram um ponto nos descontos e mantêm-se vivos na corrida pelo título, a quatro pontos da liderança dos dragões.

Nunca é avisado recolher tudo contra esta equipa com desconto (a crónica do FC Porto-Sporting)

Rui Borges apostou em Morita no onze inicial, deixando João Simões no banco, e teve Trincão na esquerda do ataque durante praticamente todo o jogo, com Pedro Gonçalves nas costas de Luis Suárez e Geny Catamo na direita. O treinador leonino só mexeu depois do golo do FC Porto, trocando o médio japonês por Luis Guilherme, e até ao apito final ainda lançou Faye e Daniel Bragança.

Depois do jogo, na zona de entrevistas rápidas, Rui Borges analisou a exibição do Sporting. “Fomos a equipa mais personalizada dentro de campo do primeiro ao último minuto. Não conseguimos criar tantas situações como queríamos. Entrámos muito bem, a controlar o jogo, a saber saltar a pressão do FC Porto. Eles equilibraram dos 15 aos 35 minutos, ficou mais equilibrado. Falhámos alguns passes em que podíamos ter definido melhor, mas sempre com grande personalidade. Uma segunda parte onde fomos claramente superiores, o FC Porto faz golo no único lance de perigo que tem perto da nossa baliza. Estávamos personalizados com bola. E depois foi correr atrás do prejuízo e acabámos por conseguir o empate”, começou por dizer.

Mais à frente, o treinador dos leões defendeu que foi o Sporting a “querer mais”. “Sinceramente, penso que sim. Penso que poderíamos ter sido mais intensos aqui ou ali a pressionar e a ir à procura da baliza do FC Porto, mas sempre com uma grande personalidade e qualidade. A equipa sempre equilibrada, muito ciente do que tinha de fazer ofensiva e defensivamente. Mas nos 90 minutos fico com a sensação de que o Sporting foi a equipa mais personalizada e que mais queria ganhar”, acrescentou, antes de comentar o facto de o Sporting ter marcado novamente nos descontos, algo que se tem tornado um hábito nos últimos jogos.

“Mérito da equipa. Mas não é só o golo nos descontos. A mim, resta-me enaltecer a personalidade da equipa num ambiente difícil. Manteve sempre um equilíbrio emocional muito grande, essa personalidade de querer jogar, não querer fugir à nossa identidade. Percebeu muito bem o que tínhamos de fazer. Muito feliz por aquilo que fomos capazes de fazer. Acabámos por sofrer um golo no único lance que o FC Porto tem de perigo junto à nossa baliza”, atirou, terminando com a ideia de que o Campeonato ainda terá “jogos difíceis para todos”.

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