O Parlamento do Kosovo reelegeu esta quarta-feira à noite Albin Kurti como primeiro-ministro após a vitória do seu partido nas eleições legislativas antecipadas, pondo fim a uma paralisia institucional que durou um ano.
“Constato que a Assembleia elegeu o governo da República do Kosovo”, declarou a presidente do Parlamento, Albulena Haxhiu, esclarecendo que 66 dos 120 deputados da Assembleia votaram a favor do executivo apresentado por Kurti.
As eleições legislativas realizaram-se a 28 de dezembro, após Albin Kurti, 50 anos, não ter conseguido formar uma maioria após a primeira votação, que ocorreu em fevereiro de 2025. Posteriormente, Kurti liderou um governo técnico durante doze meses.
O partido de Kurti, Vetëvendosje (VV), defensor de uma política social de esquerda e do nacionalismo, obteve 51,1% dos votos nas eleições de dezembro, garantindo assim 57 assentos.
No poder desde março de 2021, após também ter liderado brevemente um governo, entre fevereiro e junho de 2020, Albin Kurti conseguiu construir a nova maioria com o apoio dos eleitos que representam as minorias.
Numa intervenção proferida esta quarta-feira antes da votação, Kurti, de 50 anos, apresentou um programa centrado na economia e no aumento dos investimentos na defesa, atacando a Sérvia, que nunca reconheceu a independência proclamada em 2008 pelo Kosovo, a sua antiga província meridional.
“Ao longo destes últimos anos (…) temos sido confrontados com ataques e ameaças incessantes por parte da Sérvia”, afirmou Kurti aos deputados, prometendo ao mesmo tempo “prosseguir com a normalização das relações” com Belgrado.
O resultado da votação de dezembro foi confirmado a 31 de janeiro pela Comissão Eleitoral, que inicialmente tinha ordenado uma recontagem completa dos boletins, após a descoberta de irregularidades.
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No entanto, foi aberta uma investigação criminal, e mais de uma centena de membros do pessoal eleitoral tinham sido detidos em meados de janeiro por “falsificação dos resultados eleitorais, pressão e intimidação, bem como por corrupção ativa e passiva”.
Cerca de metade deles foi detida durante um a dois meses, enquanto prosseguiam as investigações. Mais cedo no dia, os deputados elegeram a nova presidente do Parlamento, Albulena Haxhiu, antiga ministra da Justiça e membro do Vetëvendosje.