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A Câmara de Gavião, no distrito de Portalegre, lançou um formulário de registo dirigido à população e empresas, com o objetivo de identificar e quantificar os prejuízos causados pelo mau tempo nas últimas semanas, foi esta quinta-feira divulgado.

O formulário, segundo uma nota publicada nas redes sociais do município, está disponível na autarquia, nos gabinetes de proteção civil, técnico florestal e de apoio às empresas, bem como nas juntas de freguesia e online.

A câmara municipal informou ainda que todas as ocorrências registadas em formulário “podem ser alvo de inspeção” por parte da equipa multidisciplinar, acrescentando que a tipologia do reporte alcança diferentes áreas como a agricultura, habitação, empresas e pessoas singulares.

“A importância e a entrega deste registo, torna-se fundamental para que os técnicos possam fazer o reporte integral dos danos junto de todas as entidades” pode ler-se na nota.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Gavião, António Severino, indicou esta quinta-feira que o formulário foi lançado “no início da semana”, devendo estar disponível, “pelo menos até ao dia 20 deste mês”.

Em paralelo, segundo o autarca, os serviços do município têm também desenvolvido este trabalho junto dos pequenos agricultores e empresários, “no sentido de ir diretamente” ao encontro das pessoas no terreno.

A Câmara de Gavião ativou, no sábado, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que está em vigor até às 23h59 do próximo domingo.

Neste concelho alentejano, lembrou António Severino, o mau tempo registado nos últimos dias provocou a subida do caudal do Rio Tejo, provocando danos em várias infraestruturas municipais, principalmente na Praia Fluvial do Alamal.

De acordo com o autarca, várias frações pertencentes aos passadiços do Alamal ficaram destruídas pela força das águas.

Já as infraestruturas da Praia do Alamal, nomeadamente a pousada, bar, areia, sinaléticas ou passeios, “foi tudo por água abaixo”, lamentou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.