O secretário da Defesa (ou da Guerra) norte-americano, Pete Hegseth, terá dado ordens para demitir Dave Butler, o assessor do chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, noticiou o New York Times, que cita altos funcionários do Pentágono. A ordem de Hegseth terá sido dada na semana passada durante uma reunião com o secretário do Exército no Pentágono e, segundo as mesmas fontes, esta não terá sido a primeira vez que o secretário da Defesa (equivalente ao ministro da Defesa português) se opôs à permanência ou promoção de um alto funcionário na administração Trump.
O assessor — que exercia funções como porta-voz e estratega de comunicação de Dan Driscoll, o secretário do Exército norte-americano, — estava numa lista de cerca de 30 oficiais elegíveis para a promoção a general de brigada, que aguardava envio para aprovação da Casa Branca há vários meses. O nome de Butler na lista terá contribuído para o atraso nas promoções, uma vez que Hegseth não concordava que o seu nome estivesse no documento.
Após saber que iria ser demitido, Butler terá optado por apresentar o pedido de reforma, evitando assim prolongar o bloqueio das promoções dos restantes oficiais. Em comunicado enviado ao The Washington Post, Driscoll reconheceu a reforma de Butler.
“Agradecemos muito ao coronel Dave Butler pelos seus anos de serviço no Exército dos Estados Unidos e à nossa nação. O Dave tem sido parte integrante dos esforços de transformação do Exército. Sentiremos a sua falta e desejo-lhe muito sucesso na sua reforma após 28 anos de serviço”, lê-se na nota.
Trump anuncia substituição de chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA
Nos últimos meses, Hegseth tem afastado oficiais superiores ligados à anterior liderança militar, incluindo James Mingus, Douglas Sims e o antigo chefe do Estado-Maior, Charles Brown, após ter estado um ano e quatro meses no cargo.