As cerimónias fúnebres de Nemesio Oseguera Cervantes — conhecido como El Mencho — realizaram-se na passada segunda-feira nos arredores de Guadalajara, no México. O líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), morto pelas forças mexicanas no dia 22 de fevereiro, foi sepultado num caixão dourado, numa celebração marcada pelo forte controlo policial, como a presença da Guarda Nacional, do Exército e das forças policiais federais, estaduais e municipais no cemitério.
A cerimónia, de acordo com o El Español, contou com uma banda regional a tocar canções populares que exaltam figuras do narcotráfico. O tema tradicionalmente associado ao narcotráfico El Muchacho Alegre foi interpretado no momento em que o caixão dourado entrou na capela do cemitério. Após cerca de uma hora, os presentes — muitos deles com o rosto tapado para não serem reconhecidos — acompanharam o caixão até à sepultura, descrita pela imprensa mexicana como relativamente simples quando comparada com a de outros chefes do narcotráfico.
Muitas das coroas chegaram de forma anónima e, segundo a agência AFP, citada pela BBC, foram necessários cinco camiões para transportar todos os arranjos florais até ao cemitério. Algumas coroas apresentaram-se em forma de galo, numa referência à conhecida paixão de El Mencho por lutas de galos, que lhe valeu a alcunha de “Senhor dos Galos”.
De polícia a um dos barões da droga mais poderosos da história. Quem é El Mencho?
Considerado o homem mais procurado do México, El Mencho era também alvo das autoridades norte-americanas, que ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares (cerca 12,7 milhões de euros) por informações que levassem à sua captura. A morte do narcotraficante desencadeou uma onda de violência em pelo menos 20 estados mexicanos, com membros do cartel a incendiarem carros e a bloquearem estradas em ações de retaliação.