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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou esta sexta-feira que os Emirados e o Qatar são os países no Médio Oriente com mais portugueses e que a maioria dos que vivem nesta região afetada pela guerra não quer sair.
Emídio Sousa falava aos jornalistas no Aeródromo Militar de Lisboa, onde às 10h16 desta sexta-feira aterrou um avião da TAP fretado pelo Estado português com 147 repatriados desta região, dos quais 139 portugueses.
Antes, tinha aterrado, por volta das 5h00, no mesmo aeroporto um avião militar com 39 passageiros, no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.
Segundo Emídio Sousa, existem duas situações distintas envolvendo portugueses nesta região: “Os residentes, com a maioria a querer continuar lá, sentem-se seguros e os meios de defesa aéreos dos países onde estão funcionam bem” e “os viajantes, que foram apanhados numa situação, muitas vezes até de transbordo de avião, e esses querem vir”.
O secretário de Estado disse que há cerca de uma semana que a operação está a ser organizada e que foi sempre mantido o máximo sigilo, por razões de segurança.
“Nós fizemos tudo isto com máximo sigilo e prudência e decidimos só comunicar no momento em que as pessoas estavam a chegar e que já sabíamos que estavam no ar”, referiu.
E prosseguiu: “Estamos a trabalhar num eventual novo voo para uma outra zona, onde também há bastantes portugueses que nos têm manifestado esse interesse”.
O Estado português já aderiu ao mecanismo de solidariedade europeu de repatriamento, tendo esta sexta-feira transportado oito cidadãos de nacionalidades que não a portuguesa e pondera agora duas hipóteses para trazer mais portugueses que queiram voltar: Um voo português ou incluir portugueses em outros voos europeus”.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.