O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, insistiu neste sábado que o Governo deve empenhar-se no repatriamento em segurança dos portugueses que se encontram nas regiões atingidas pelo conflito militar entre Irão e Estados Unidos e Israel.
“Devo dizer que nestes últimos dois dias recebi mensagens, nomeadamente na sede nacional do Partido Socialista, de dezenas e dezenas de portugueses que estavam sem esse apoio”, disse o líder socialista, sublinhando que “o Estado tudo deve fazer para garantir a proteção, a salvaguarda da vida destas pessoas, e para garantir o seu repatriamento em condições de segurança”.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas à entrada de uma reunião com militantes para a apresentação da recandidatura a secretário-geral do PS, no Funchal, ilha da Madeira.
O líder socialista lembrou que já na quarta-feira, no debate quinzenal com o Governo (PSD/CDS-PP) no parlamento, avisou que o executivo de Luís Montenegro devia ativar o mecanismo europeu para mobilizar recursos aéreos para repatriar os portugueses que se encontram nas regiões do Médio Oriente atingidas pelo conflito militar entre Irão e Estados Unidos e Israel.
“Na altura, foi-me transmitido que estava a ser feito tudo aquilo que era possível. Espero que assim seja e desejo que assim seja, para a salvaguarda das pessoas que se encontram tão longe e a viver tamanha ansiedade”, observou.
Entretanto, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, indicou neste sábado que já foram repatriados, em voos específicos ou comerciais, cerca de 500 nacionais do Médio Oriente, na sequência dos ataques ao Irão, e os 73 portugueses que estavam num cruzeiro no Dubai começaram também a sair do território.