Os dinamarqueses vão às urnas esta terça-feira para as eleições legislativas antecipadas. Cerca de 4,3 milhões de eleitores são chamados às urnas para escolher a nova composição do Folketing, o Parlamento dinamarquês.
Vão escolher 175 deputados para representarem a Dinamarca continental e dois por cada um dos territórios semiautónomos da Gronelândia e das Ilhas Faroé.
Primeira-ministra dinamarquesa convoca eleições legislativas para 24 de março
A primeira-mininistra Mette Frederiksen convocou as eleições em fevereiro, vários meses antes do prazo estabelecido. Segundo a AP News, a governante espera que a postura assumida perante Donald Trump na questão da Gronelândia possa conquistar votos.
O Presidente dos Estados Unidos mostrou interesse em anexar a Gronelândia, um território que está ligado à Dinamarca. As declarações de Trump levaram milhares de pessoas às ruas em janeiro, tanto em cidades da Dinamarca como em Nuuk, a capital da Gronelândia.
A governante de 48 anos ambiciona agora a reeleição para um terceiro mandato. Além da Gronelândia, o atual mandato de Frederiksen fica marcado pelo aumento do custo de vida.
A governante dinamarquesa lidera o país desde 2019, na primeira vez em mais de 40 anos em que houve um governo com partidos de esquerda e direita. O partido de Frederiksen tem atualmente 21% nas sondagens.
Frederiksen é desafiada no pódio das sondagens por dois políticos do centro-direita. Um deles é Troels Lund Poulsen, atual ministro da Defesa, que pertence ao partido Venstre. Já Alex Vanopslagh, de 34 anos, da Aliança Liberal, está na oposição. O candidato defende menos impostos e menos burocracia, mas, nota a AP News, a admissão de consumo de cocaína poderá ter reflexo nos votos.
Na semana passada, o candidato admitiu ter “experimentado cocaína durante os primeiros tempos como líder do partido, uma ou duas vezes em ambientes de festa — e, claro, nunca quando estava a trabalhar”, segundo o Politico.
As urnas estão abertas desde as 8h (7h em Portugal) e vão encerrar às 20h (19h em Lisboa).