O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Reinaldo Teixeira, defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, a importânica da entidade de se aproximar “o mais possível” de instituições de ensino superior e dos territórios.
“O papel da Liga é aproximar-se o mais possível das universidades, dos territórios, e, por isso, temos todo o gosto em fazer um protocolo abrangente, que seja para ser executado [afirmou em defesa da aplicação prática do documento]. Queremos que as coisas aconteçam e, por isso, certamente, muito em breve iremos dar esse passo também em frente”, disse.
Reinaldo Teixeira intervinha esta sexta-feira na conferência sobre “O papel do Futebol profissional e os desafios futuros”, que decorreu no âmbito das Conversas da Casa da Lusofonia, promovida pela Universidade de Coimbra (UC).
Durante a abertura, o subdiretor da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da UC (FCDEFUC), Hugo Sarmento, defendeu “uma colaboração mais estreita entre a academia e o futebol profissional” e “a criação de laboratórios vivos”, onde os clubes, a FCDEFUC e a Liga possam trabalhar em conjunto na produção e aplicação do conhecimento.
“O futebol português tem sido, indiscutivelmente, um exportador de talento, não só de jogadores, mas também de treinadores e dirigentes. Mas tem agora a oportunidade de se afirmar também como um exportador de conhecimento e é com essa convicção que a FCDEFUC está totalmente disponível para ser parte ativa desta construção conjunta”, vincou.
A faculdade está “a formar os futuros treinadores, analistas, preparadores físicos e especialistas que irão integrar o futebol português e mundial nos próximos anos, o que exige garantir uma formação cientificamente sólida e alinhada com as necessidades reais do setor”.
Ao longo da sua intervenção, Reinaldo Teixeira afirmou que a Liga Portugal Business School “quer interagir com as faculdades nacionais e, ao mesmo tempo, formar daqui para lá e de lá para cá para o resto do mundo”.
“Temos um conjunto de parcerias com federações, com outras ligas europeias. No fundo, partilhamos conhecimento, experiências e, ao mesmo tempo, interagimos, tornando o mundo pequenino na nossa relação”, defendeu.
O presidente da LPFP deu ainda nota da meta 2028, que procura dar mais valor às competições, tornando-as mais competitivas, com menos faltas e mais tempo útil de jogo, além de ter apontado que um dos desafios no horizonte é agilizar as respostas do VAR e também possibilitar aos adeptos melhores experiências nos campos.
No encerramento da sessão, o diretor da FCDEFUC, Vasco Vaz, reiterou a disposição para formalizar um protocolo com a LPFP, quer através da faculdade, quer pela UC, visando a partilha de conhecimento, enquanto o reitor da UC, Amílcar Falcão, notou a relevância do acordo e pontuou as vantagens da parceria.
Já o vice-reitor para as Relações Externas e Alumni da UC, João Nuno Calvão da Silva, na abertura, deixou um apelo para que o futebol não seja visto apenas como um negócio, ressaltando as valências democráticas e emocionais da modalidade.
À margem da conferência, questionado pelos jornalistas sobre como via, 12 anos depois, a possibilidade de Portugal estar representado no Mundial2026 com um trio de assistentes, Reinaldo Teixeira disse ser um orgulho.
“É um momento de orgulho”, porque “prova que temos qualidade, temos competências”.
A LPFP já havia felicitado o árbitro João Pinheiro pela nomeação para o Mundial2026, num “reconhecimento do percurso consistente e de excelência que tem demonstrado ao mais alto nível”.
Doze anos após a última presença, João Pinheiro está no lote de 52 árbitros principais que vão dirigir os 104 jogos do Mundial2026, entre 11 de junho e 19 de julho.
O árbitro da associação de Braga, que vai ter como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia, vai suceder a Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, como ‘juiz’ de campo na fase final de um Mundial.