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Papa defende convivência pacífica apesar das diferenças ao concluir visita à Argélia

Este artigo tem mais de 6 meses

Em viagem pela África, o Papa defendeu a coexistência pacífica entre culturas e religiões. Trump chamou-lhe "péssimo em política externa". O pontífice não recuou.

epa12891910 Pope Leo XIV is welcomed by officials upon his arrival at Yaounde Nsimalen International Airport in Yaounde, Cameroon, 15 April 2026. The pontiff is on the second leg of an 11-day apostolic journey to Africa.  EPA/LUCA ZENNARO
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▲Ao saudar os jornalistas a bordo, o pontífice defendeu a necessidade de viver em harmonia, com "respeito de todos por todos"

LUCA ZENNARO/EPA

▲Ao saudar os jornalistas a bordo, o pontífice defendeu a necessidade de viver em harmonia, com "respeito de todos por todos"

LUCA ZENNARO/EPA

O Papa Leão XIV afirmou esta quarta-feira que é possível vivermos todos em paz apesar das diferenças, defendendo que é esta a mensagem que “o mundo precisa de ouvir”, ao concluir uma visita à Argélia.

Leão XIV falava durante o voo entre a Argélia e Yaoundé, capital dos Camarões, a paragem seguinte de um périplo de 10 dias em África que inclui ainda Angola e Guiné Equatorial.

Ao saudar os jornalistas a bordo, o pontífice defendeu a necessidade de viver em harmonia, com “respeito de todos por todos”.

O Papa considerou que a passagem pela Argélia permitiu “construir pontes para promover o diálogo”, destacando como significativa a visita a uma mesquita.

Segundo afirmou Leão XIV, a visita demonstrou que, apesar de diferenças religiosas e culturais, é possível viver em conjunto de forma pacífica. “É isto que o mundo precisa de ouvir hoje, e juntos podemos continuar a oferecer o nosso testemunho”, concluiu o líder da Igreja Católica.

Nos últimos dias, Leão XIV tem sido alvo de fortes críticas por parte do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Na terça-feira, em declarações por telefone ao diário italiano Corriere della Sera, Trump afirmou que o Papa “não faz ideia do que se está a passar no Irão”.

Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear. “Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado”, argumentou o chefe de Estado norte-americano.

No domingo, Trump já tinha afirmado que o Papa norte-americano era “péssimo em política externa”, numa referência às críticas à atuação dos Estados Unidos no Irão e na Venezuela, e instou-o a “parar de bajular a esquerda radical”.

“O Papa Leão é fraco em relação ao crime e péssimo em política externa”, escreveu Trump na sua rede social, numa longa mensagem em que o instava a “concentrar-se em ser um grande Papa, não um político”, porque “está a prejudicar a Igreja Católica”.

No seguimento destas declarações, o chefe da Igreja Católica respondeu a Trump que “o evangelho é claro” e que “a Igreja tem a obrigação moral de ser contra a guerra”.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, reagiu na segunda-feira às palavras de Trump, que classificou como inaceitáveis, observando ser normal que o chefe da Igreja Católica “condene todas as formas de guerra”.

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