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"Não são vítimas de homicídio": primeira-ministra de Trindade e Tobago explica 56 corpos encontrados em cemitério

Este artigo tem mais de 6 meses

A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar veio a público desmentir o pior. Mas o arquipélago continua sob estado de emergência, com uma das taxas de criminalidade mais altas do mundo.

epa12278640 Trinidad and Tobago Prime Minister Kamla Persad-Bissessar speaks during Emancipation Day celebrations at Lidj Yasu Omowale in Port of Spain, Trinidad and Tobago, 01 August 2025 (issued 02 August 2025). With a parade, cultural events, and messages of support, Trinidad and Tobago paid tribute to the Afro-descendant community for its resilience and contribution to the country's development.  EPA/ANDREA DE SILVA
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▲Horas depois, na madrugada de domingo, uma agente da polícia do pequeno arquipélago anglófono, situado ao largo da costa da Venezuela, foi assassinada numa esquadra

ANDREA DE SILVA/EPA

▲Horas depois, na madrugada de domingo, uma agente da polícia do pequeno arquipélago anglófono, situado ao largo da costa da Venezuela, foi assassinada numa esquadra

ANDREA DE SILVA/EPA

A primeira-ministra de Trindade e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, garantiu que os corpos de 50 bebés e seis adultos descobertos num cemitério de são “restos mortais não reclamados” e não foram vítimas de homicídio.

“Os corpos descobertos no cemitério de Cumuto [no nordeste de Trindade] eram, na verdade, restos mortais não reclamados que estavam a ser descartados irregularmente e NÃO são vítimas de homicídio“, disse Persad-Bissessar.

“Este assunto será resolvido nos próximos dias”, afirmou a primeira-ministra, num comunicado de imprensa divulgado nas redes sociais no domingo à noite.

Dois funcionários de uma agência funerária em Arima, a principal cidade do leste de Trindade, foram detidos para interrogatório, disse um porta-voz policial.

A polícia anunciou no sábado o início de “uma investigação urgente”, após a descoberta dos 56 corpos, que incluem seis adultos: quatro homens e duas mulheres.

“A natureza desta descoberta é profundamente preocupante e compreendemos o impacto emocional que terá nas famílias e em toda a nação”, afirmou a polícia, que fez também um apelo a possíveis testemunhas.

Horas depois, na madrugada de domingo, uma agente da polícia do pequeno arquipélago anglófono, situado ao largo da costa da Venezuela, foi assassinada numa esquadra.

Mas Kamla Persad-Bissessar garantiu que “não há necessidade de recolher obrigatório. As forças de segurança continuam a progredir no combate à nossa crise de criminalidade, que dura há mais de 20 anos”.

O arquipélago, conhecido pelo seu carnaval e praias, vive sob estado de emergência declarado em julho de 2025 devido à violência, apenas algumas semanas depois de ter saído de um estado de emergência anterior, entre dezembro de 2024 e abril de 2025.

“Os cidadãos cumpridores da lei são encorajados a prosseguir com as suas atividades legítimas normalmente”, acrescentou a primeira-ministra.

Desde 2021, Trindade e Tobago já declarou o estado de emergência por quatro vezes. Apesar da redução da criminalidade, continua a ser um centro de tráfico de droga, segundo os especialistas.

Um relatório do Departamento de Estado dos EUA, de março de 2025, calculou uma taxa de homicídios de 37 por 100 mil habitantes, fazendo de Trinidade e Tobago a sexta nação mais perigosa do mundo em 2023.

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