Blake Lively e Justin Baldoni chegaram, esta segunda-feira, a um acordo judicial no âmbito de um processo que teve origem na sequência das filmagens do filme Isto Acaba Aqui (2024), centrado numa história de amor que evolui para um retrato de violência doméstica e de relações abusivas, duas semanas antes do julgamento, no qual ambos os atores deveriam prestar depoimento.
Os advogados de Lively e Baldoni divulgaram um comunicado a anunciar o acordo, sublinhando que o filme “é motivo de orgulho para todos os que trabalharam para o tornar realidade”, segundo a BBC. “Aumentar a consciencialização e causar um impacto significativo na vida dos sobreviventes de violência doméstica – e de todos os sobreviventes – é um objetivo que apoiamos”, escreveram.
No mesmo comunicado, referiram ainda que “o processo apresentou desafios e que as preocupações levantadas pela senhora Lively mereciam ser ouvidas”, reforçando o compromisso com “ambientes de trabalho isentos de irregularidades e improdutividade”.
A nota conclui afirmando que ambas as partes “esperam que isto encerre o assunto e permita que todos os envolvidos sigam em frente de forma construtiva e pacífica”.
A batalha judicial entre os protagonistas de Isto Acaba Aqui (2024) teve origem na sequência das filmagens da adaptação do best-seller de Colleen Hoover, depois de Blake Lively ter acusado Justin Baldoni de assédio, má conduta sexual e de promover uma alegada campanha difamatória.
Justin Baldoni, também realizador do filme, negou as acusações e apresentou uma contra-ação, na qual alegava que Blake Lively, o seu marido Ryan Reynolds e o seu assessor de imprensa estariam a tentar prejudicar a sua carreira e reputação através das denúncias. A ação incluía ainda o The New York Times, que Baldoni acusava de envolvimento na amplificação das alegações, relata a BBC. Acusou ainda a atriz de Gossip Girl (2007) de lhe ter “roubado o filme”, bem como à sua produtora, Wayfarer.
O processo acabou por expor detalhes da vida privada da elite de Hollywood, incluindo mensagens de texto e e-mails trocados entre Blake Lively, Justin Baldoni e vários dos seus amigos próximos e outras figuras públicas, como Taylor Swift.
O anúncio do acordo surge cerca de um mês depois de um juiz ter rejeitado 10 das 13 acusações apresentadas por Lively contra Baldoni, incluindo alegações de assédio e difamação. Ficaram em aberto três alegações — quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação — com o julgamento civil previsto para 18 de maio, em Nova Iorque.
Também a contra-ação apresentada por Justin Baldoni foi rejeitada pelo mesmo juiz. Em junho, o tribunal decidiu extinguir o processo, considerando que a equipa de Baldoni “não tinha demonstrado adequadamente que as alegadas ameaças de Blake Lively constituíam extorsão indevida, em vez de negociação agressiva ou renegociação das condições de trabalho, ambas legalmente permitidas”.
[Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio]