A expansão da Linha Rubi do Metro do Porto vai deixar de ser financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), confirmou ao jornal Eco o Ministério da Economia e da Coesão, depois de terem sido reconhecidos atrasos significativos na execução da obra.
A decisão surge após o presidente da Metro do Porto admitir que o calendário do projeto tinha derrapado mais de um ano, tornando impossível concluir a empreitada dentro dos prazos definidos pelo PRR. Perante este cenário, o Governo está a prepara a retirada formal do investimento da chamada “bazuca” europeia, no âmbito da reprogramação que está a ser negociada com Bruxelas.
Segundo fonte oficial do ministério, “não sendo possível concluir a expansão da Linha Rubi no prazo estipulado no PRR, o projeto sairá do âmbito do Plano”. O destino das verbas inicialmente previstas para a obra será avaliado posteriormente, sendo que apenas ficam excluídas do PRR as verbas ainda não gastas (o que já foi investido mantém-se).
A Linha Rubi junta-se, assim, a outros grandes projetos de mobilidade sustentável que perderam financiamento do PRR devido a atrasos. Entre eles estão a expansão da Linha Vermelha do Metro de Lisboa, a futura Linha Violeta entre Loures e Odivelas e o sistema Bus Rapid Transit (BRT) de Braga, todos obrigados a procurar fontes alternativas de financiamento.