A Visabeira, principal acionista da Vista Alegre Atlantis, quer retirar a empresa cerâmica de bolsa. Sozinha não consegue e, por isso, tem de ter, em assembleia-geral, acordo do outro grande acionista, Cristiano Ronaldo, que tem 10% da Vista Alegre.

A Visabeira tem 84,76% do capital social da VAA – Vista Alegre Atlantis. Para a exclusão de bolsa sem lançamento de uma oferta pública de aquisição a empresa tem de conseguir a aprovação, em assembleia-geral, de uma maioria não inferior a 90% dos direitos de voto.

Para obter essa percentagem a Visabeira tem de conseguir os votos de Cristiano Ronaldo, que sendo do núcleo duro de acionistas deverá estar alinhado nesta pretensão. CR7, a empresa do jogador de futebol português, entrou na Vista Alegre Atlantis (VAA) há dois anos.

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Para exclusão da empresa da bolsa, na qual passou a estar cotada em 1987 (ainda não era detida pela Visabeira, que ficou com a empresa em 2009), é necessário que a assembleia-geral aprove. Além da Visabeira e de Cristiano Ronaldo, há 5,24% de capital disperso no mercado. A assembleia-geral está marcada para 29 de maio.

A empresa de Viseu explica a pretensão pelo facto de o free float (capital disperso em bolsa) ser baixo, haver fraca participação desses acionistas em assembleias-gerais e, ainda, porque tem conseguido “dar resposta às suas necessidades financeiras através de fontes alternativas à emissão de capital, destacando-se a emissão obrigacionista colocada junto do público em 2024, por 5 anos”. Por isso, considera que não existe “particular benefício para a sociedade, os seus acionistas e demais stakeholders na manutenção da negociação das ações da VAA em mercado regulamentado, afigurando-se no seu melhor interesse uma redução dos custos inerentes a essa negociação”.

Os acionistas que, na assembleia geral, não votarem a favor da exclusão têm direito a ver os seus títulos comprados pela Visabeira. O preço ainda será determinado, mas a empresa vai já indicado que será apurado entre 1,07 euros (valor pelo qual foram adquiridas ações por parte de uma empresa da Visabeira nos últimos seis meses) e o preço médio ponderado das ações nos últimos seis meses se este for superior aos 1,07 euros — a 6 de maio esse valor era mais baixo, estando em 1,0619 por ação. Se a CMVM determinar que o preço deve ser fixado por auditor externo, a Visabeira reserva-se o direito de anular as deliberações caso não concorde com o valor, e aí a Vista Alegre Atlantis, presidida por Fernando Daniel Nunes (filho do fundador da Visabeira, Fernando Nunes), ficará em bolsa.

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