Dois militares da Guarda Civil espanhola morreram esta sexta-feira após uma colisão entre duas lanchas daquela força de autoridade enquanto ambas perseguiam uma lancha suspeita de traficar droga, noticiou o El País. Inicialmente, apenas uma morte tinha sido confirmada.

O acidente, que causou ferimentos a dois outros militares, ocorreu a 80 milhas marítimas (cerca de 148 quilómetros) da costa de Huelva, no sudoeste de Espanha. De acordo com a imprensa espanhola, os feridos foram transportados para Jerez de la Frontera e receberam assistência média.

A Associação Unificada dos Guardas Civis reagiu à notícia na rede social X, mostrando-se “consternada” e enviando “força, apoio e carinho” às famílias das vítimas mortais e dos feridos.

O líder da oposição espanhola, Alberto Núñez Feijóo pediu um investimento suplementar nas autoridades do país. “O nosso compromisso: mais meios, mais apoio e mais autoridade para aqueles que defendem o Estado e a lei todos os dias”, escreveu nas redes sociais.

Esta ocorrência tem paralelos com um recente caso que resultou na morte de um militar da GNR. Essa colisão em outubro ocorreu numa zona próxima do incidente desta sexta-feira, no sul da Península Ibérica, e também resultou de uma perseguição a uma “narcolancha”. No entanto, esse abalroamento teve lugar no rio Guadiana, perto de Alcoutim, e não no mar.

Um militar da GNR morreu e três ficaram feridos em colisão com lancha usada por suspeitos de tráfico de droga no Rio Guadiana

Outra diferença é que a colisão ocorreu entre a embarcação da GNR e a lancha rápida onde seguiam dois suspeitos de traficar droga com origem no Norte de África. Além da vítima mortal, outros três militares ficaram feridos.

Notícia atualizada às 14h45 desta sexta-feira com a informação da morte do segundo militar