Pelo menos dois estrangeiros e um indonésio morreram e 10 pessoas foram dadas como desaparecidas devido à erupção ocorrida esta sexta-feira do vulcão Dukono, na ilha de Halmahera, no leste da Indonésia, anunciaram as autoridades.

Há três mortos, dois estrangeiros e um residente da ilha de Ternate“, afirmou o chefe da polícia da província de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, em declarações à cadeia Kompas TV. Dez pessoas foram dadas como desaparecidas numa zona que tinha sido encerrada a visitantes devido ao aumento da atividade vulcânica. De acordo com as autoridades, sete pedestrianistas conseguiram descer a montanha em segurança, enquanto cinco sofreram ferimentos.

O porta-voz da agência indonésia de gestão de catástrofes (BNPB), Abdul Muhari, disse num comunicado que equipas conjuntas de busca e salvamento mantinham as operações de varrimento e evacuação da zona montanhosa, apesar do agravamento da atividade do vulcão.

epa12940533 A handout photo made available by the Indonesian National Search and Rescue Agency (BASARNAS) shows rescuers assisting hikers as they are evacuated following the eruption of Mouth Dukono in North Halmahera, Indonesia, 08 May 2026. According to the police, at least three hikers killed and scores others missing following the eruption. EPA/BASARNAS / HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES BASARNAS / HANDOUT/EPA

Erlichson Pasaribu explicou que a operação de resgate decorria num terreno acidentado, onde o uso de veículos era limitado, obrigando ao transporte de vítimas em macas. “Ainda se ouvem estrondos da erupção, o que torna a evacuação [da zona em perigo] mais lenta”, afirmou.

A erupção ocorreu ao início da manhã desta sexta-feira (hora local), projetando uma coluna de fumo e cinzas que atingiu os 10 quilómetros de altitude, segundo Lana Saria, da agência nacional de geologia.

As autoridades alertaram as zonas residenciais e a cidade de Tobelo para o risco de chuva de cinzas, que pode ser prejudicial à saúde e afetar os transportes. O monte Dukono encontra-se atualmente no nível três de alerta (numa escala de quatro).

Desde dezembro que o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos recomenda que não se ultrapasse um raio de quatro quilómetros em redor da cratera Malupang Warirang. Segundo o chefe da polícia local, os pedestrianistas terão ignorado os avisos colocados no início do trilho e os alertas nas redes sociais.

“Muitos são turistas estrangeiros que pretendem criar conteúdos [para as redes sociais]”, referiu Pasaribu. A Indonésia regista uma atividade sísmica e vulcânica frequente por se situar no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de colisão de placas tectónicas.